No outro dia ouvi duas senhoras a falarem sobre assuntos distintos mas com opiniões semelhantes. Uma falou sobre a igreja aceitar o casamento entre homosexuais e a outra sobre as uniões de facto. A 1ª disse que a igreja não obriga ninguém a pertencer-lhe, se alguém não concorda com as suas regras por e simplesmente é só optar por não fazer parte da mesma. A 2ª referiu que para todos os efeitos quem escolhe uma união de facto (até disse que estavam à margem da lei) não se quer comprometer a casar, então porque se querem orientar pelas mesmas regras? A senhora que falou sobre as uniões de facto ainda referiu um pormenor interessante que estas podem ser entre pessoas do mesmo sexo, o que se calhar muita gente não sabe…

E realmente é verdade se as situações são diferentes, porque devem ser tratadas como iguais? Porque devem reger-se pelas mesmas regras? Se o casamento homosexual vai contra os principios mais básicos da igreja, porque têm que ser obrigados a alterá-los? Porque é que os unidos de facto devem ser iguais aos que estão casados?

São temas complexos eu sei, mas quando se entra num jogo mais vale jogar pelas regras ou se não gostar das regras mais vale ir jogar outra coisa …