De momento só me ocorre dizer uma de duas coisas e nem nisso sou original. Um bom artista ou criador ou está morto ou a sofrer.

Eu não estou morto e mesmo que estivesse aquilo que já publiquei não me permite pensar que se morresse me iriam valorizar; por outro lado tenho vivido alguns meses de plena felicidade – mesmo com a crise – pelo que, a minha veia (se é que tenho alguma) auto destrutiva ou criativa tem estado adormecida.

Quem me quiser ler neste momento teria que perder tempo com dissertações sobre tristes espectáculos como aquele que se viveu em Espinho nos últimos dias de Fevereiro em que um bando de gentes afirmou que o melhor que dá ao país é a sua permanência por mais alguns anos na mama do governo (piadético) ou análises a uma oposição tão triste que nem chega a existir (amargurado) ou um bloco de populistas no qual já vota um número significativo de pessoas sem saberem bem porquê (tontarias) … não falo de comunistas porque acho que nem eles sabem verdadeiramente o que são politicas de esquerda (nem eles nem ninguém) nem da direita mais conservadora que como não tem nada não percebo o que quer conservar (imperceptível).

Ora só para ir a uma das figuras do conclave socialista (a parada de viaturas topo de gama demonstrava claramente que são eles que estão no poder), aquele senhor que gosta de “bater na direita” veio a publico defender o grande tema da reunião com o qual desejam resolver os problemas de Portugal. Sabem qual é? A data das eleições legislativas e autárquicas. Este foi o grande tema político do congresso. Ora vamos lá:

· Socialistas: não querem as eleições no mesmo dia porque acreditam que a vantagem dos sociais-democratas nas autarquias podem levar a voto de simpatia nas legislativas.

· Sociais-democratas: querem as eleições no mesmo dia pela vantagem que acreditam que isto lhes pode dar.

Todos juntos, acreditam que os portugueses são estúpidos e não sabem fazer escolhas com critério e que vota, por simpatia.

Provavelmente é por estas e por outras que alguém que andou por fora do país disse me disse hoje que fica triste quando regressa a Portugal! Em todos, que não foram muitos, os momentos que tive livres hoje pensei no que lhe poderia dizer para contraria tal ideia. Não me ocorreu nada… a ver se amanhã me lembro de algo… já sei: O Magalhães…

Há umas semanas atrás falava eu com uma menina de tenra idade que manejava o Magalhães. Em conversa com essa menina perguntei-lhe qual o nome da aplicação (processador de texto; folha de cálculo…) instalada no PC ao que me respondeu: Eu sei; eu respondi: Tu sabes, mas eu não! Sabes qual o nome da aplicação, ripostei. Voltou a dizer-me já com um ar aflito: Eu sei… Raios pensei. Ao meu lado alguns adultos já sorriam… afinal a porra da aplicação chamava-se eu sei… Tive uma noite de glória (ah ah ah!), sempre que a moça olhava para mim sorria com aquela carita infantil dizia: Eu sei…