Nuno Lobo Antunes, quinto filho de um médico notável, irmão daqueles que muitos consideram o maior escritor português vivo e de outro que dizem ser o melhor neurocirurgião do país, publicou recentemente um livro intitulado Sinto Muito. A semana passada foi entrevistado pela Sábado e, aparte algumas afirmações que revelam um certo pedantismo, tive por diversas vezes vontade de sacar do lápis e sublinhar algumas das suas frases. Estes são só alguns exemplos:

Morte
“A morte é um adeus, e um adeus implica que se fique com a saudade, a memória de quem partiu. Só se pode encarar a morte como um desaparecimento parcial porque se salva o amor, os afectos. Há algo verdadeiro quando as pessoas dizem que só morremos quando morrerem todos aqueles que nos conheceram.”

Dor
“A dor tem de ser digerida, não a podemos guardar sem a transformar. Mas transformá-la em quê?”

Amor
“Para mim, a única coisa que não tem limite é o amor. Dignifica-nos, torna-nos bons. É a nossa medalha. Somos nós para além de nós”