Esta semana o mundo científico brindou-nos com mais um daqueles estudo que pode revolucionar o mundo e, neste caso particular, mudar a forma como olhamos e nos relacionamos com outros animais (mesmo que seja a vizinha de cima, quando varre a casa a meio da noite).

O estudo de uma universidade inglesa (quando se fala de vacas os ingleses sabem do que falam!) vem provar que as vacas que são tratadas por nome próprio produzem muito mais leite do que as outras, as anónimas, por assim dizer.

Acham que o estudo é uma brincadeira? Eu não acho, e basta olhar para os valores em causa. Os cientistas afirmam que a diferença chega a 260 litros por ano!! Eu não bebo tanto leite num ano.

Vendo bem as coisas, o estudo não é surpreendente, mas às vezes estamos tão distraídos com coisas de somenos importância, que nos afastam do que pode e deve ser importante.

A premissa base deve ser sido: Quem é que gosta de ser tratado por Urso, Porco, Burro, Cavalgadura, Égua, Cadela, Bezerro e Lontra?

Pois, quase ninguém, tirando os masoquistas, alguns depravados e muito árbitros.

Eu, que não sou agricultor (na minha casa, os únicos seres vivos existentes são um casal de formigas, a quem eu já dei o nome de Luciano e Natasha e já noto que andam muito mais bem dispostos), se tivesse uma alcateia de vacas e bois não deixaria de baptizá-las com o nome do Cristiano Ronaldo (em homenagem aos Ingleses, por lhes pagarem o ordenado e a muitas Inglesas que o apreciam), Samantha Cow (em homenagem a uma amiga que se chamava Samantha Fox), Sabrina (é preciso dizer mais alguma coisa?), Sandra (em homenagem a uma colega) e Bruxo Paixão (está no Guiness por ser a pessoa em Portugal que mais vezes ouviu a expressão “Boi Preto”).

Também considero que em momentos de crise é importante confirmar que os impostos dos contribuintes são gastos de forma correcta (mesmo que sejam contribuintes de outros países. Aqui também é necessário haver solidariedade). Estes cientistas é que podem resolver os problemas do nosso mundo. Cá para mim, estas animais até podiam produzir mais se ao fim-de-semana também fossem ao cinema (embora devessem evitar os filmes de Manoel de Oliveira). Fica aqui uma ideia para mais um estudo científico.