Ontem, uma pequena noticia deu-me um momento de alegria e esperança, por mostrar que ainda há pessoas que continuam a zelar pelos bons costumes e moral de nós humanos, um aspecto muito importante já que, dia após dia, eu sinto que estamos a caminhar para o dia do julgamento final e, muito provavelmente, essa é a razão pela qual eu tenho tanta dificuldade em adormecer.

A alegria deu-se com a anunciação de uma versão do google para católicos. Sim, o mais conspurcado motor de pesquisa vai ter uma versão para católicos, iniciativa de alguns irmãos e gente de boa vontade que vai trabalhar no filtramento de tudo o que seja condenável, imoral, pecaminoso, quiçá, obsceno.

O objectivo do site é, e passo a (ex)citar, “é ser «o melhor modo de bons católicos navegarem na Internet», já que a página não apresenta sites pornográficos, por exemplo, dando mais visibilidade àquelas que estejam ligadas à Igreja Católica. Se o utilizador procurar por «sexo», por exemplo, o Catholic Google retorna com sites sobre a visão religiosa acerca das relações sexuais.”

Bem ditos sejam os homens de boa e elevada moral (não acredito que as mulheres trabalhem neste projecto. Afinal de contas, a missão delas é estarem na cozinha e só acederem ao google se tiverem alguma dúvida sobre como fazer Arroz de Pato, por exemplo, e mesmo nesses casos devem pedir ajuda ao esposo não vá o motor de pesquisa cair num site chinês e sabe-se como os chineses são uns depravados). Já sinto algum alivio… Nunca mais terei de ver imagens de mulheres nuas, a menos que se trate de alguma figura artística existente em alguma igreja do nosso mundo (nas nossas será um pouco mais difícil tal a quantidade de roubos que existem). Nunca mais terei de ler sobre os prazeres de uma relação sexual, até porque é difícil perceber como é que alguém consegue ter prazer numa coisa dessas sabendo que o Benfica está a fazer uma época como aquela a que temos assistido.

Também fico muito contente por a notícia referir que se procurar pela palavra “gay” (sim, é um termo muito popular entre os católicos) a pesquisa remete-nos “para a relação entre a homossexualidade e a Igreja”. Talvez venha a ser possível, finalmente, perceber porque razão tem havido, em alguns países deste mundo, tantos escândalos dentro da igreja. Ou será que dentro da igreja (dentro da igreja, salvo seja), só não são permitidas relações heterossexuais?

Sobre a pedofilia não é dito nada, mas se calhar é porque o manancial histórico de informação é tanto que é difícil arrancar desde já com esse item, até porque a igreja católica tem muito para dizer e mostrar.

Começar um novo ano com uma boa noticia é sempre uma forma de começar bem!