Há dias um amigo mostrou-me um poema que escreveu para a sua mais-do-que-querida-e-amada e pediu-me uma opinião.

Não sendo eu um expert na matéria, pedi-lhe autorização para divulgá-lo neste mundo e entregá-lo ao cuidado dos sentidos de quem o ler.

Assim dita o coração do amador (amador é alguém que ama com dor, claro):

“O teu perfume”

“adoro cheirar-te!
encostar o nariz ao teu pescoço
e deixá-lo estar, a sentir os sabores do teu corpo

perco-me ao fazê-lo,
porque o tempo deixa de correr,
porque me esqueço do mundo
e de todas as minhas tristezas

abraço-te com força, não consigo de outra forma,
e a energia que libertas, é a energia que me alimenta
que me faz sorrir, gargalhar ou até chorar

são momentos de puro e infinito prazer
porque todo o teu corpo abraça o meu
e todo o teu calor aquece-me o coração

cheiro-te poucas vezes
porque poucas vezes me posso perder,
estás sempre tão longe e tão ausente,
que aprendi a dizer “saudade”

mas nunca me esqueço de todo o prazer que sinto
e por isso desejo-o sempre

abraçar-te, cheirar-te, sentir-te.
respirar o ar que tu respiras,simplesmente!”