Há momentos na vida em que chegamos ao “ponto de ruptura”! Quando o faço tenho o fraco consolo de ter a consciência tranquila, consiência essa que confronto com a desilusão de ter chegado a uma barreira que considero intrasponível.

 

Esta ruptura pode ser relativa às funções que desempenhamos e ao comprometimento com quem nos remunera o trabalho; Pode estar relacionada com antigos amigos ou amigas; Ou com gentes que amamos e queremos muito e que de um momento para o outro se transformam em tarefas ou seres incipientes e irrelevantes!

 

Este ponto é um daqueles sítios onde não queremos ir e donde queremos sair. Eu pessoalmente acabo de chegar a um. Vou observá-lo durante algum tempo e, provavelmente, vou voltar para o local de onde nunca deveria ter saído.

 

Não me arrependo de ter pensado ficar por lá e não há nenhum segundo no qual me envergonhe disso. Não sou de arrependimentos apesar de reconhecer erros e aceitar reverter posições quando intuo uma possível evolução, 

e por isso que uma das minhas verdades é que, quando me engano nas avaliações que faço, quando me apercebo que o caminho escolhido não é o melhor e como tal devo corrigir o meu comportamento focalizando-me no que importa, devo acima de tudo lutar e trabalhar para que o futuro seja melhor.

 

Recentemente pensei estar num caminho que me levava a um local do qual não queria sair, mas afinal, nem o caminho era bom, nem o final da caminhada foi feliz, pelo menos essa é a minha percepção actual! É óbvio que, neste momento, a evolução deste sentimento ou percepção não depende de mim!

 

Segui um anjo e dei de caras com uma puta! – disse-me alguém no dia em que descobriu que afinal o mar não era azul…

 

É por isso que sempre que saio do meu mundo, quer em sonhos quer na realidade, acabo sempre por concluir que o melhor é voltar ao mais seguro dos portos… não sei se será sempre assim, mas isso só a vida dirá, o certo é meu amigos, que até hoje, fosse em que cenário fosse, sempre que fui ali (…) voltei porque me apeteceu regressar…