Há uns bons anos atrás o Paulo de Carvalho tentou responder a esta pergunta num depois do adeus, sendo até senha de golpe de Estado. Golpe de Estado que permitiria criar um mundo de distribuição de riqueza aos mais necessitados, de voz aos mais submetidos, e de lazer a quem nada quisesse fazer. Mas, esse admirável mundo novo, tornou-se numa cíclica contra revolução.

O que é que ando aqui a fazer? Nunca a resposta foi tão directa como nos tempos que correm.Tal como vós, apenas a ser mais uma marioneta, ficcionada por Palermas de Alpaca, que em tempos deram a entender que em cada nascer havia um ser com alma e voz.

Quem ainda resiste à morte,  e teima deambular pelas ruínas da civilização, caminha em carneirada. Escusam de afirmar que são desalinhados, ou que não se identificam com isto e aquilo. Sois ovelhas! Brancas ou negras. Sois ovelhas! Apenas servem para trabalhar feudalmente, de sol a sol, com baixos salários, pensando que os comentários de alguma lucidez poderão ter repercurssões atómicas capazes de alterar a asna e casmurra mentalidade lusitana.

Palermas! Vozes que não estratificam o ecossistema familiar quanto mais o universo humano.

Nasçam, cresçam, sejam sexualmente activos, procriem para dar mais braços aos feudais lordes de São Bento e da Rua da Parede, e depois de um traque bem estruturado, morram… Mas com as dívidas saldadas! Ponto final parágrafo.