O mestre regressa e faz subir a cotação deste magnífico viveiro intelectual. Saudadinhas?! Sei bem que sim! Até se babam por umas linhas aqui do menino… Confessem! Upa!

 

Completamente dicotomizado (unhas dos pés aparadas e nariz assoado) aqui vou eu rampa abaixo, filosofia de vanguarda servida num carrinho de rolamentos.

 

O céu – Um caixote, uma tábua, rolamentos, meia dúzia de cavilhas, uns cintos velhos e um par de patins. O gozo que dá construir uma máquina destas só se pode comparar com o gozo de comer uma dúzia de Bombocas de enfiada. Adiante! Rolamentos mergulhados 24 horas em Valvoline, um empurrãozinho e um gajo a atingir  Mach 3. Mãe do Céu!!!  

O inferno – Não ter testado, devidamente, o sistema de travagem e pensar que no coupé cabiam duas criaturas. Ainda hoje existem  marcas de alcatrão incrustadas nas rótulas do Cabeçudo (tinha uma tola brutal, capacete só de encomenda, arranjámos um revestimento plástico de garrafão de 5 litros e o Matador parecia um E.T.). Um trabalhinho muito retro.

 

Par ou ímpar – Derivado do acidente supracitado ÍMPAR. Um condutor, um capacete, um sinistrado, uma ambulância, uma carga de porrada do pai – não pela proeza, sim por ter palmado o Valvoline ao avô Faustino e um estalo da mãe – a malvada nunca entendeu que é nestes eventos que se inauguram umas calças.

 

Branco e negro – Branco era, negro o alcatrão o tornou. A esfoliação provocou uma alteração do pigmento do destemido.

 

Homem ou mulher – Desde tempos imemoriais quem é que tem a mania de medir forças com as leis da física? Quem? Quem? O macho é claro! No que toca a esfolar o lombo, rachar a tola, quebrar ossos, lascar favolas, inutilizar articulações, etc, o marialva está sempre na vanguarda. São milénios na História da Humanidade com Dulcineias esgazeadas com as proezas destes destemidos Ulisses. Elas nunca poderão testemunhar o Nirvana de descer uma rampa infernal, meter uma abaixo e cuspir os dentinhos definitivos no pilar da ponte romana (SÉC. XIX). Respeitem o macho!

 

P.S. Amanhã volto!