yin

Quando se fala em dicotomia ou dualidade, a primeira imagem que me surge é o símbolo do Yin Yang, um conceito da filosofia chinesa, que defende que as duas forças, aparentemente antagónicas, se complementam.

O Yin é o princípio passivo, feminino, nocturno, escuro, frio; o Yang é o princípio activo, masculino, diurno, luminoso, quente.

Apesar de achar que os chineses não estavam a ver bem quando associaram o feminino ao frio e escuro e o masculino ao quente e luminoso (tenho que lhes dar um desconto aqui. Este princípio filosófico já tem uns bons séculos e, na altura, as mulheres ainda estavam longe de andar a queimar soutiens e de se afirmarem como verdadeiras forças da natureza – algumas, claro está), considero-o bastante interessante e só revela que a China foi, desde sempre, uma civilização bastante avançada.

O escuro, o frio e o preto existem em oposição ao claro, ao quente e ao branco. Um não existe sem o outro e só faz sentido porque o outro existe. E com as relações humanas, será que também é assim? Será que a teoria de que os opostos se atraem faz sentido? Já acreditei mais nisso, mas cada vez mais defendo que, para uma relação funcionar verdadeiramente, terão de existir pontos em comum. E os chineses também sabiam. E é por isso que, no símbolo do Yin Yang, o branco tem um ponto preto e o preto um ponto branco. Por muito diferentes que sejamos, tem de haver sempre algo que nos aproxime, com que nos identifiquemos e que nos faça sentir que vale mesmo a pena.

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