Há minutos uma orda estudantil passou na avenida aqui ao lado gritando  “Não paramos! Não paramos”, “A luta continua, ministra para a rua”, “E quem não salta é do governo”!

Fui às notícias ver o que se passava, para tentar perceber as razões da algazarra infanto-juvenil, encontrar uma justificação para tamanho alvoroço e contestação.

Fiquei a saber que (na capital do reino também havia uma manifestação) os estudantes estão contra o novo estatuto do estudante, em especial o novo regime de faltas!

Não vou fazer comentários porque não conheço a dimensão da injustiça inscrita em tal regime. Estou profundamente crente (sim, porque eu sou um crente) que só pode ser muito prejudicial para levar à revolta os petizes, para proferirem palavras de ordem contra a nossa colega do outro ministério (da educação). Afinal de contas, se os exames já são fáceis, se o nível de exigência não é muito, porque razão é que o regime do aluno deve ser exigente? Não dá para perceber oh colega Maria de Lurdes. Uma birra contra os alunos?

Em relação à questão das faltas, sou levado a acreditar que, perante tanto ruído, o regime imposto é mais prejudicial e severo que qualquer regime laboral. Quem trabalha sabe que ao fim de meia dúzia de faltas é mandado para casa, despedido com justa causa. Não podemos comparar as realidades, claro, e, por isso, é totalmente injusto que um aluno que não vá às aulas chumbe por faltas, até porque se um aluno falta muito as aulas é porque tem razão sérias para isso.

Enfim… tenho mesmo pena dos estudantes! Quando eu estudava não havia razões para faltar, os tempos mudaram e hoje tudo é diferente, até a esse nível. Com a dura vida que levam só podem protestar mesmo. Não há direito. Só não vê isso quem é dahhhhh!