Hoje de manhã, quando conduzia por uma terreola não muito longe daqui, vi um espectáculo sempre digno de registo: Uma senhora segurava um cão pela trela e esperava que o dito animal defecasse na via pública.

Pergunto-me sempre “Será a trela um elo de ligação entre a cabeça do dono e o rabo do cão?”

Alguém me consegue explicar porque razão os donos dos cães não conseguem levar os cães para um sitio mais recatado, para largar um ou mais compactos das merdas que comem? Tem mesmo de ser onde todas as pessoas normais passam?

Eu sei que também não estive bem. Devia ter parado o carro, aberto o vidro e ter dito umas quantas coisas. Despejar em cima da dita senhora todas as merdas que tinha para lhe dizer sobre o assunto.

Estamos em 2008… e ainda há gente que é capaz de por o cão a alçar da pata em plena via pública, a perder peso de uma forma totalmente primitiva (não há nenhum urbano que queira inventar uma casa-de-banho própria para cães dentro dos apartamentos?)

Este tipo de gente consegue portar-se pior do que os fumadores, mas, aos fumadores perdoamos algumas coisas. Sabemos que ficam cegos quando chega a hora de fumar. E não se pode comparar uma nuvem de fumo (que está no ar e podemos cheirar) com um compacto digestivo mal cheiroso (que está no chão e nem sempre se vê, em especial quando se é mais alto).

Apesar de tudo, digo que honra seja feita a toda a gente que com o seu cãozinho (que muitas vezes é mais bem tratado que um filho) tem, ao longo destas anos, embelezado a capital do país com poias dos mais diferentes feitios, cores e tamanhos. É uma imagem de marca quase única, que mostra que a nossa capital é mesmo diferente das restantes capitais europeias.

É nestas merdas que ninguém nos iguala!