No outro dia escutava alguém a dizer que tinha saído á noite! Teria ido a um local de moda. A uma discoteca! E qual não foi o seu espanto ao ter verificado que as pessoas que lá estavam eram todas muito novas, uns tenrinhos!

 

Ora este apontamento ou emissão de opinião é recorrente e normalmente emitida por – vou aqui utilizar um eufemismo – “encalhados” da vida. E atenção que sobre isto eu posso falar não escrevesse sobre o pseudónimo de Tolan.

 

Encalhados da vida… gente que tende a frequentar um espaço que já foi seu e dos seus amigos há alguns anos atrás! Será que nessa altura a média etária que frequentava tais espaços não era a mesma de hoje. Claro que sim. E claro que também já os encalhados se queixavam nessa altura.

 

Caros encalhados, foram vocês que não evoluíram. Se continuam a praticar os mesmos rituais de forma recorrente que praticavam quando tinham menos 10 ou 20 anos não vos podeis queixar de meninice daqueles que agora ditam as regras desses mesmos rituais. Alguns deles são seguramente futuros encalhados. Aliás, se perscrutarem quem vos rodeia nesses momentos podem claramente constatar quem vão ser eles.

 

Felizmente não me relaciono com encalhados, apesar de por vezes me sentir preso em momentos dos quais tenho dificuldade em sair.

 

A verdade é que não é normal ir com 30 /35anos ao mesmo bar que frequentávamos quando tínhamos 15/20 anos com os mesmos objectivos que tínhamos nessa altura. Teoricamente nesses dez anos evoluímos e apesar de nos podermos continuar a sentir bem teremos seguramente outras exigências e propósitos. Se assim não for estamos mal!

 

É verdade. Podemos ir uma ou outra vez para relembrar, viver memórias e loucuras passadas… mas isso fará com que não nos incomodemos minimamente com a idade daqueles que nos rodeiam. Os futuros encalhados dirão quando nos virem, lá vêm estes fulanos(as) para aqui! Pensam que ainda têm 20 anos. Os outros ou nem nos vêem porque se estão a divertir ou olharão para nós com o respeito de quem compreende o que é a diversão.