Mais uma vez tive oportunidade de visitar a capital de Espanha – Madrid, e de estar algum tempo por minha conta e risco e outro tempo já estabelecido por outrem.

O tempo que tenho por minha conta e risco é sempre uma aventura, porque Madrid é uma cidade muito grande e como se fica sempre em hotéis diferentes se quisermos passear pelas ruas tem que se ter espírito de aventura, porque há sempre o risco de nos perdermos ou de nos metermos num bairro pouco aconselhado.

Mal saímos do táxi ao pé do hotel, sabem o que estava do outro lado da rua? Não era nenhum monumento, era nem nada menos nem nada mais que um Alcampo (o nosso Jumbo) … sem comentários …

Desta vez foi diferente não estava sozinha tinha o meu filho comigo, mas como ele adormeceu durante o passeio não aproveitou muito na parte da manhã, o que me obrigou a voltar a um sítio que achei que ele ia gostar durante a tarde.

Lá comecei a andar, e pensei se eu não virar para nenhum lado e for sempre em frente é impossível perder-me e assim fui andei, andei, andei por aqui se pode ver que a cidade é mesmo grande acho que podia estar imenso tempo a andar sem virar para nenhum lado, primeiro passei por ruas com lojas bastante movimentadas, depois cheguei a uma parte mais isolada mas resolvi arriscar e ir um bocadinho mais para frente com a esperança de encontrar algo interessante quiçá um Corte Inglês (a Loja da Chanel ou da LV, já disse noutros posts que gosto muito de compras), mas não encontrei nada disto, encontrei antes um jardim muito bonito no meio da cidade com um parque infantil que o meu filho adorou, por isso voltei lá à tarde para ele brincar e ele gostou mesmo, num parque vazio só com 2 crianças conseguiam sempre querer o mesmo baloiço ou equipamento … extraordinário. O Pai do “espanholito” deve ter ficado a pensar “coitadita a Mãe daquela criança é muda e só se ri”.

Como o Pedro continuava a dormir decidi voltar para trás e antes de chegar ao hotel virar para outro lado encontrei uns túneis para uma via rápida, voltei para trás e ao longe vi um edifício que dizia Eurobilding, pareceu-me familiar seria a famosa avenida castelhana? E lá fui eu investigar, mas não é que desisti quando estava quase a chegar? Com que pena fiquei podia ter ido a um belo Corte Inglês, mas para a outra vez tenho que me informar antes de me meter a caminho. Para mim já nem foi nada mau arrisquei bastante em São Paulo nem consegui meter um pé fora do hotel faltou-me coragem.

Almoçamos num Mac Donalds, lá consegui explicar à senhora que não queria molho nos hambúrgueres, nem sei como … tenho a dizer que o Mac Donalds lá é mais caro que cá.

Depois à noite lá começou o tempo definido por outras pessoas primeiro tive que deixar o meu filho na casa de uns espanhóis, saímos de repente acho que ele nem se apercebeu que tínhamos saído, mas quando voltámos lá no domingo ele não me largava a mão como que a pensar que se me largasse eu o ia deixar ali outra vez. Ninguém me conseguiu explicar se ele tinha chorado ou não …

Fomos então para o jantar no melhor restaurante de Madrid – SantCeloni, o jantar foi daqueles em que nos trazem quantidades minúsculas de comida de cada vez e que no final estamos completamente empanturrados, como chegámos tarde já lá estavam quase todos uma coisa que eu “adoro” porque se tem que andar a dar beijos a toda a gente, e depois é muito irritante toda a gente a dizer o meu nome e eu a não saber a maior parte dos nomes dos presentes … e quando me começam a fazer perguntas em espanhol? Socorro … eu não sei falar espanhol …

Depois a distribuição dos assentos … também muito giro … ter que ficar longe do meu companheiro … que giro adoro estas coisas … então meteram-me no meio (ordem Homem, mulher, homem, etc.) de um espanhol  velho e de um português fala barato com a mania que é bom … um bom lugar. O jantar foi bom fui ouvindo as conversas e se não fosse o meu amigo português ia comendo carne crua … depois percebi o truque dele queria comer a minha parte. De seguida fomos para umas discoteca bastante horrorosa espanhola, cheia de fumo, a atirarem beatas para a carpete (bastante seguro) e com imensa música espanhola lá me fui abanando porque era o que todos faziam … o meu companheiro que detesta dançar (ou detestava?) ainda se fartou de dançar talvez tenha encontrado mais uma forma de fazer exercício físico, mas assim não sei se vai perder muitas calorias.

O dia seguinte foi composto por mais um passeio pedestre e por um almoço tardíssimo, é que os espanhóis gostam de almoçar muito tarde, da parte da tarde fiquei cheia de dor de ouvidos o que vim mais tarde a descobrir era uma otite e não consegui cumprir com as minhas tarefas de esposa boa acompanhante, o que estragou um bocadinho a noite e o dia seguinte.

Ao outro dia os espanhóis conseguiram encurtar bastante uma coisa que eu gosto de fazer com tempo a tão esperada visita ao Free shop … é verdade foi uma correria mais uma vez porque os espanhóis gostam de almoçar tarde. Mas o almoço foi bom as pessoas eram bastante simpáticas, a senhora é uma artista cozinheira ia a cozinha no meio do almoço e preparava mais qualquer coisa.

A viagem de regresso ajudou a rebentar-me ainda mais com os ouvidos … conselho não andem de avião constipados … é de morrer não há pastilhas que nos salvem de chegarmos completamente surdos …

E assim se passaram mais uns dias por Madrid.