1 – Aos meus cinco anos e picos, armado em destemido, fechei a braguilha das calças sem analisar com o devido respeito, o ângulo de ataque do fecho e uma prega (preciosa) de carne que por ali passava, com violência investi sobre a genitália e disse:

– Ai, ai, que estou aqui numa aflição. A festa envolveu bombeiros, quermesse e banda de música.

2 – Outro desaire foi uma tentativa suicida de apanhar um boné (o meu próprio) quando descia em alta velocidade as curvas da Mata. O velocípede evitou abraçar dois carvalhos, três pereiras e um sem número de pinheiros, escapei ileso apesar dos tremeliques me demonstrarem que usar fraldas para adultos pode ser uma medida a acautelar.

3 – Não devia ter acordado o meu irmão aos estalos durante uma certa noite. Vingança prometida, depois de ter sido violentamente torturado durante o dia. Foi brutal, delicioso, lindo! Melhor só regá-lo com mel e atiçar um ninho de vespas! No regrets brother!

4 – Ter falhado com promessa divina.

A) Eu e o Nuno aflitos a rezar pela nota a Matemática.

B) O templo vazio (sem testemunhas).

C) Promessa de vela em caso de positiva.

D) Nota gorda inesperada.

E) Assobiar para o lado a pensar que a Santa não dava conta.

F) Passar ao largo da igreja matriz.

G) Assobiar mais um bocado.

H) Zás! Castigo divino!

I) Nunca mais tive uma positiva a Matemática.

J) Sempre que passo no templo vislumbro um ar de gozo na dita e fico sem pio.

5 – Não devia mas, numa festa de bombeiros voluntário da terra bebi 13 gasosas que me incharam a bexiga de forma inolvidável e nesse dia ninguém bateu o Texas Kid na categoria de maratona. Ele a brilhar com as mãos atrás das costas e a concorrência sem pressão na agulheta. Glória divina!

P.S. Já não há festas como as de antigamente, gasosas até estoirar. Bem hajam soldados da paz!