(i)                  MATAR: nunca o deveria ter feito porque não sou dono da vida de ninguém, porque não tenho o direito nem o saber para julgar se alguém merece viver!

(ii)                VIOLAR: nunca o deveria ter feito porque não sou dono do corpo nem da alma de quem por aqui anda!

(iii)               ROUBAR: nunca o deveria ter feito porque não sou dono dos pertences de outrem e deveria ser merecedor daquilo que tenho!

(iv)              TRAIR: nunca o devia ter feito porque a confiança que os outros depositaram no meu ser é das posses que mais prezo!

(v)                MENTIR: porque a verdade deve ser dita em qualquer circunstância real da vida. É óbvio que se estivermos a criar nos podemos dar ao luxo de dizer aquilo que nunca faremos como algo que nunca deveríamos ter feito…

 

Obviamente que se me preocupasse com a opinião dos demais ficaria arrependido por conduzir como o faço e nunca teria ultrapassado outros nas bichas – Vintage70, vai atropelar mais uns gatos –, tão pouco teria provocado alguns da forma como provoquei! Acho que por vezes teria também sido menos exigente ou pelo menos mais tolerante e nunca teria feito outros sofrer para que eu levasse avante a minha vontade.