i: as pessoas, todas elas, incluindo a minha, especialmente naqueles dias em que somos insuportáveis sem sabermos porquê. 

 

ii: a falta de capacidade que temos para resolver problemas que fazem com que milhões de pessoas vivam sem condições mínimas.

 

iii: a ignorância e a proporcional arrogância que levam a que se julguem os outros de forma gratuita e a emitir opiniões acreditando nas mesmas como se da mais pura das verdades se tratasse.

 

iv: a necessidade que alguns têm de parecer mais do que são quando o ser vale muito mais que o ter.

 

v: muitas mais coisas colossais e comezinhas com as quais aprendi a viver como possam ser listas sobre aquilo que me faz perder a cabeça… Ainda bem que alguém inventou o conceito de inteligência emocional e que eu o apreendi porque senão estava perdido…

 

Não sei se alguma vez perdi verdadeiramente o tino, mas se isso aconteceu voltou-me rapidamente… Um grande poeta português cantou “Cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas” e eu não me esqueço disso… quando a vou perder (a cabeça) agarro as orelhas e lá, bem entre as duas que tenho, encontro aquilo que tento nunca deixar de saber onde está.