A falta de inspiração ou a preguiça criativa, que no meu caso se resumem a falta de vontade de comunicar com o mundo nestes últimos dias, vão seguramente estar presentes nas linhas que se seguem!

 

Tenho lido os que aqui têm escrito sobre a forma de pensamentos ou comentários e, agrada-me fazer parte de uma conjunto de pessoas que não temem partilhar ideias, vivências, contos e lógicas que por vezes podem e são pessoais.

 

Ora, essa coragem de partilhar com gente conhecidas e desconhecidas estes textos, é e foi para mim um momento de revolução e mudança que considero de tal forma significativa que não pude deixar de a referenciar apesar de estar feita (i).

 

Como não pretendo ser introspectivo no que escrevo e não quero pintar auto-retratos diria que os temas para este mês são desafiantes e desafiadores. Escrito isto diria para os que me conhecem que pouco mudaria porque tudo o que mudasse afectaria irremediavelmente a alma de alguém que tem vivido bem com o que faz e com o que é; alguém que por definição vive de consciência tranquila com as opções que toma, mesmo com as menos relevantes…

 

Em qualquer caso (ii) talvez castrasse a vontade infinita de conhecer profundamente as almas com que me cruzo, de as avaliar, de as medir e pesar! Isto seria uma verdadeira revolução… se fosse pintor teria que reflectir este aspecto no meu auto-retrato… não o sou mas tenho um amigo que provavelmente e sem saber pintou uma imagem na qual eu me revejo… ao olhar para ela penso que não seria mal trazer um bocado de moderação à minha vida e aos meu actos, deixar de viver tão no limite, abandonar o branco e o preto e navegar em paletas de cores mais vivas (iii), isso sim seria uma mudança… mas ficaria descaracterizado!

 

No fundo revolucionarmos o nosso ser, refundarmos as nossas crenças é algo de tal forma inverosímil que se torna difícil de fazer… (iv) talvez me preocupasse menos com os outros! Há demasiada gente a pensar que não o faço! É verdade que sinto como desígnio contribuir para uma sociedade melhor mas, como sozinho não consigo deveria de me deixar de preocupar com isso… é egoísta mas passava a ter menos razões para me sentir incapaz!

 

A revolução ultima que contradiz ditos anteriores (v) teria no entanto seguramente que ver com felicidade, este conceito relativo que depende exclusivamente de quem o sente e decorre das experiências e vivências de cada um… tornar-me ia menos exigente, daria mais de mim aos outros e a eles não pediria nada… isso seria a grande a última revolução e é aquela que dificilmente irei ter coragem para levar a cabo… aos que aqui escreveram em português e em inglês sobre felicidade diria que o clímax da felicidade se atinge quando somos capazes de nos despojar do nosso ser e entrega-lo aos demais!!! As lendas mais famosas do mundo, as crenças mais profundas da humanidade baseiam-se neste principio… o problema é que somos incapazes de fazer essa revolução e esperamos que alguém a faça por nós… tenho falta de coragem.