Contrariamente ao que pensei durante muito tempo há pessoas que não merecem o tempo que lhe decidimos dedicar. Algumas porque são simplesmente desinteressantes, outras porque fazem juízos à priori, algumas porque duvidam dos nossos propósitos e outras porque não se querem dar a conhecer.

 

Felizmente que este grupo de gente é imensamente mais pequeno que o grupo das almas às quais dedico o meu tempo.

 

É também muito reconfortante sabermos que temos um grupo de amigos suficientemente interessante e capaz de nos chamar a atenção para aquilo que por vezes é evidente e que nós não conseguimos ver, impedindo que se desperdice vida ainda que se possa pensar que se está a ganhar experiência.

 

É também curioso como por vezes cegados pela nossa pequenez e pela nossa incapacidade de analisar friamente e de forma desprendida o que nos rodeia nos perdemos em esforços que nos levam a considerar menos aqueles que verdadeiramente nos  querem bem… e ainda bem que esses não nos castigam tal é a grandeza da sua alma.

 

De alguma forma aqueles que nos querem são as nossas âncoras e são esses que nos trazem de volta ao mundo real quando a nossa imaginação ou espírito autodestrutivo nos fazem ultrapassar a barreira da realidade e nos conduz para o mundo da loucura.