Conheci-te no outro dia… Já te tinha visto algumas vezes mas nunca me despertaste interesse…

 

Desta vez foi diferente, tivemos a oportunidade de conversar e perdemo-nos no tempo e no mundo.

 

Criaturas diferentes que cresceram no mesmo meio e cujo destino nunca quis juntar. Figuras diferentes que cresceram no mesmo meio e às quais a vida deu agora algum tempo. Almas que esgotaram o tempo nessa mesma conversa que não se voltará a repetir.

 

Confidenciaste que passaste à minha frente muitas vezes para que eu notasse em ti e eu nunca te disse nada.

 

Disseste-me agora que temias que a minha falta de reacção se devesse à fealdade (chegaste a dizer que usavas óculos!) e falta de protagonismo, ao que respondi: Não, não foi isso. Simplesmente não te via! Teria na altura outros interesses mas jamais te vi, pelo menos não me recordo e não creio que isso seja censurável.

 

Falámos durante horas e cada um foi à sua vida!

 

Voltámo-nos a cruzar, mas estávamos longe um do outro. Ainda hoje acredito que forçaste o encontro. Acenámos um ao outro de longe. Foi um acenar tímido que significou: Desta vez vi-te! Provavelmente esperavas que fosse ao teu encontro mas eu não fui… nuca o farei!

 

Mas gostei de te conhecer!