Rejubilar com as derrotas de outrem

 

Caros leitores, aqueles que me conhecem sabem que a inspiração me toca mais nos momentos de aborrecimento e tristeza.

 

Julgo que isto não é algo que afecta aquele que aqui se vos dirige, mas que é uma característica de muitos daqueles que inovaram.

 

A alegria e a felicidade são vividas intensamente e o sofrimento e a infelicidade são transpostos para pinturas, livros, músicas…

 

A verdade é que quase todos nós queremos que as histórias acabem bem, no entanto gostamos do sofrimento que se relata em qualquer história.

 

Assim sendo vou relatar a história de um homem cuja vaidade e ambição o levaram à decadência e que essa decadência é a alegria (por vezes ingénua) de outros.

 

Certo indivíduo, cujo espírito era pobre e a inteligência reduzida foi ao longo do início da sua vida bafejado pela sorte. Não pela sorte que resulta do trabalho árduo ou da inteligência. Simplesmente pela sorte de estar no local onde estava quando outros não estavam lá.

 

Esse homem foi, à custa da opressão, impedindo espíritos pobres e tolhidos pelo medo de crescer. Outros homens, que podiam ter parado o crescimento da besta não o fizeram. Não o fizeram por conforto ou por displicência, a verdade é que este homem foi incumbido de dirigir outros homens e fê-lo de forma rude e desprezível. Não sabia ouvir, não via a seu redor… limitava-se a alimentar o ego e a respirar a sua vaidade.

 

Mas, quem vive da sorte e do acaso e despreza quem o rodeia capando a essa gente a possibilidade de afirmar a sua individualidade acaba por ter que devolver mais do que aquilo que recebeu…

 

Assim e certo dia aqueles que ele julgava liderar com uma simples opinião feriram o vilão da nossa história de morte. Acertaram-lhe onde mais lhe doía. No ego!

 

Tudo aquilo que ele construíra e que ele julgava sólido ruiu pelo transpirar das ideias que se tivessem sido escutadas o teriam tornado mais forte, tornando-o o líder do grupo.

 

Ainda assim a espécie do nosso vilão quando ferida no ego não opta por lamber as feridas… continua a querer construir paredes sólidas em cima de nuvens. Mas isso, só lhe criou mais problemas, só lhe diminuiu a credibilidade…

 

Mas esta gente não consegue olhar à volta. Prefere relatar eventos que a ninguém interessam, mostrar poderes que muitas vezes não tem e viver de aparências… 

 

Acreditem meus amigos, esta gente acaba mal. Acaba só, na miséria, sem o respeito dos outros, mesmo daqueles que educou, porque o fez à sua semelhança… Ninguém os respeita intelectualmente e acima de tudo rejubilam com a sua queda e derrota, mesmo aqueles que de tão simples que são nunca quiseram vencer!