Será possível ter saudades de alguém que não se conhece? Será possível querer ter de volta algo que nunca foi realmente nosso?

 

Eu diria que sim em resposta a às dúvidas que me assolam neste exacto momento…

 

Saudades da meninice, falta da alegria inocente que se vive enquanto seres sem mágoas, privação do carinho de quem nos quer de forma incondicional, desejo de ver, falar e estar com aqueles a quem queremos é algo que, todos vós, sentiram no passado ou sentirão no futuro independentemente daquilo que são ou que poderão vir a ser…

 

Saudade, sentimento inglório e injustificado que ninguém deveria sentir. Duro como a incerteza, louco como o ciúme, forte como o amor…

 

Saudade, segundo nos ensinam os mais velhos, é algo que, como tal só existe em Portugal! Só por isso é bom e mau ser português.

 

Em Inglaterra ou em Espanha sentem a falta… “Miss you” ou “Te echo de menos”, em Portugal sentimos falta de sol, de chuva, de cães, gatos ou outra treta qualquer…

 

Saudades sentimo-las por pessoas ou pelo que nos é realmente querido (e que até podem ser os animais referenciados)…

 

Quão forte é a dor da despedida e tão insignificante se torna quando se transforma em saudade…

 

Nunca partam sem dizer adeus e nunca deixem que a saudade cresça e vingue…

 

N.b.1: última reflexão “incompleta” antes de partir de férias… a partir deste momento só contos e crónicas…

N.b.2: voltarei a este assunto que alguns denominam romântica e justamente como “bilhete de identidade dos portugueses” com a nobreza que o mesmo merece