Tal qual Santanete Pimpão (sem Cinha, Bibá ou Pimpinha) andei por caminhos de Portugal, redescobri os sítios mais castiços da mãe pátria e … não me afastei de casa mais de 30Km. Como consegui ver tanto e estar tão perto? Simples, nem fui nem vi, estou apenas armado em engraçadinho para disfarçar o facto de ter passado uns dias no “dolce fare niente”.

Vi uns filmes, li uns livritos e aterrei durante horas numas esplanadas a matutar na sacana da vida.

Vejam o Daniel Day-Lewis em “There will Be Blood” o menino pega num filme banal e enche a tela com um interpretação descomunal; “Este País Não É Para Velhos” dos manos Coen não me encheu as medidas, argumento cheio de pretensões intelectuais e anda um marmanjo a limpar meio mundo sem ninguém o meter na ordem, não me parece! O Batman vale pelo Joker, grande papelão só é pena que o artista tenha sido convocado pelo altíssimo e já não esteja entre nós, quanto ao resto, um filme de acção mediano, de arrepiar a Batwoman, um pãozinho sem sal, que tal arranjar uma gaja a sério!

Na literatura andei a passear com o nosso Gonçalo Cadilhe por terras de África (muito agradável) e deslumbrei-me, mais uma vez, com o Sr. Albert Camus (Argélia 1913-1960) desta feita com “A Peste” o que me doi é a capacidade do escriba dissertar sobre o mais insignificante dos pormenores e tirar daí tanto sumo.

Quanto às reflexões da sacana da vida, digo-vos uma coisa:

– Deixemo-nos de tretas, a vida anda por aí sorridente e airosa, um gajo só tem é de lhe saltar em cima. Zás!