Caros amigos, hoje dirijo-me a todos vós num registo que não é o usual!

 

Talvez seja uma crónica, que contém pensamentos e pode vir a degenerar em conto… não sei mas apetece-me tentar.

 

Há muitas coisas boas no mundo e na vida, normalmente eu resumo-as a sentimentos e razão. Tendo a encaixar tudo nesta dicotomia!

 

Hoje porém decido falar de um produto. É certo que nos dias que correm podemos definir este produto como resultado dos sentimentos de quem o cria. No entanto é também verdade que se muito se produz sem sentimento, ainda assim, o vinho tende a despertar sensações.

 

Eu gosto de vinhoainda que não saiba de vinho. É a única bebida com álcool que ingiro ainda que já tenha no passado bebido outras e respeite quem o faça. Admito também que esses outros produtos dêem as mesmas sensações que o vinho me dá a mim, mas sobre isso não posso falar.

 

Como dizia antes, eu gosto de vinho, tinto, branco ou rosado; Maduro, verde ou espumante; de qualquer região ou país. Simplesmente bebo de todos e admiro a arte de quem os produz.

 

Abrir uma garrafa de vinho é como conhecer uma pessoa. Cada garrafa é diferente nas sensações que provoca e assume a unicidade que só se encontra nos indivíduos.

 

No outro dia numa discussão sobre vinho perguntei: o que é que faz um vinho bom? Responderam-me com uma dissertação sobre as características do vinho e eu depois de ouvir os especialistas ripostei: é a companhia com quem o tomamos! Simples e transparente como a água…

 

Agora deixe-me dizer-vos que acredito profundamente que para todos nós há pelo menos um vinho.É como a história da alma gémea… E se o procurarem, seguramente irão encontrar um que despertará em vós sensações extraordinárias que não a embriaguez. 

 

A todos aqueles que como eu não percebem da “poda” dou um pequeno conselho. Quando provarem esta bebida não procurem no odor, no saboe ou na côr frutos vermelhos, chocolate, carvalho, camomila, couro ou outro qualquer aroma que se procura identificar nos vinhos… esses estão lá e são catalizadores daquilo que o vinho verdadeiramente nos dá. 

Procurem paixão, amor, raiva, amizade, desprezo, loucura… sentimentos e estados de espirito! É isso que se encontra no vinho… e é isso que faz do vinho algo de único e extraordinário.