Amálgama de palavras

Brotam em bruto

Revolvem o magma

Redemoinham sem rumo

Alinham-se à sorte

Saltam sebes e muros

Soltam coices e pinotes

Mascaram-se com corpetes e capotes

E

No fundo 

Vagas que afloram a crosta

Adormecidas e embaladas

Em Oceanos amotinados

Nos abismos da razão

Sobem aos céus incandescentes

Desabam vazias de justificação

Numa vertigem de ser

Porque no fundo dos ossos

Mora o maldito coração