Amigas e amigos leitores, gostaria que hoje imaginassem um mundo totalmente controlado por nós, um mundo no qual não existem divindades nem acasos.

 

Imaginem que o sol funciona a mando de um interruptor que define se há ou não há luz, se é dia ou noite. Imaginem que as marés se movem ao sabor de uma alavanca que nos permite fazer subir ou descer a água a nosso belo prazer. Imaginem que a terra roda porque existe um mecanismo de roldanas que faz com que assim seja.

 

Imaginem agora que o interruptor, a alavanca ou o mecanismo estão sob responsabilidade de seres como somos todos nós.

 

Seríamos capazes enquanto seres de manter o mundo a funcionar, ou tentaríamos que o sol brilhasse a nosso belo prazer, que as marés dependessem da nossa conveniência ou que a terra rodasse a uma determinada velocidade?

 

Todos vós, caros amigos, tendes a resposta a tal questão. Todos vós sabeis que o mundo se tornaria caótico, ingovernável e impraticável se alguns destes processos fossem controlados pela mão humana.

 

Feliz acaso aquele que construiu o mundo onde vivemos e que entregou a sabemos lá a quem ou a quê a mecânica mais elementar do planeta.

 

A verdade é que nós, aqueles que por aqui passamos e que aqui vivemos seríamos inábeis se fossemos convidados a gerir aquilo que é do interesse de todos.

 

Grandiosos são todos aqueles que põem o seu ser à disposição dos demais sem pretender qualquer tipo de reconhecimento. Simplesmente desejam servir sem que esse serviço seja notado.