Nesta altura do ano não há terra sem a sua festa, festival ou romaria.

O povo veste-se a preceito, os emigrantes voam nos seus carros até à terra que lhes sustenta a alma durante 1 ano inteiro e os foguetes ecoam nos céus. Há festa na terra!!

Quero, por isso, e neste espaço, homenagear todos os agrupamentos musicais e ranchos folclóricos que por este pais fora espalham poesia, em momentos únicos de cultura, de divulgação de muitos poetas populares, anónimos.

Um bem haja a todo e obrigado por todos os momentos únicos que nos dão.

Aqui vai a minha homenagem:

Meus campos de oiro,
A perder de vista,
Mais um ano de colheitas
E montes de alpista

Campos abençoados,
Por Ele, nosso senhor.
Conforto para a alma
Ver todo o seu amor

Foram dias duro trabalho,
de paixão e esforço infinito,
venha o pão para a nossa mesa
e o vinho para aquecer o espírito

Alimento para os nossos filhos
E para os que nos amam também.
É um prémio de Deus nosso senhor
Poder Fazer todos dias bem

Não há tempo para invejas,
Nem espaço para gulas.
Dar graças a um dia novo,
Faz-nos esquecer as agruras

Não há vida perfeita,
Nem dádiva suficiente,
Quando vivemos rodeados
De tanta pobre gente

Vamos celebrar a vida
E aproveitar o que nos foi dado
Para o ano nova colheita
E novo baile anunciado

Agora é hora de terminar
Com esta rima final.
Ide bailar para a roda
Gritando vivas a Portugal.