O mestre da palavra vai-se pôr na alheta. Lenços brancos a acenar e eu a caminho… da Costa Alentejana (só não venho dormir a casa para conseguir imaginar que estou, mesmo, a fazer umas férias do caraças). Perguntam vocês:

– Quantos dias vai estar este magano a laurear a pevide? (Magano? Tanto trabalho de camuflagem e agora descobriram o género da genitália do bandido- macho e peludo).

Eu:

– Uma miséria de duas noite e já gozo|

Isto serão férias? É a crise meus senhores! O escriba projectou a sua vida financeira neste blog e o patrocinador ainda não se descoseu com o arame, pilim, cacau, caroço, carcanhol,etc (tanta muamba e eu falto dela).

O que eu dava (órgãos do corpo não essenciais, tipo unhas dos pés escamadas) para dar uma espreita no Urulu e confirmar se é mesmo larajinha ao pôr-do-sol; voltar a banhar-me nas águas medicinais de Veneza; rebentar os costados numa onda havaiana; namorar o topo do mundo; manjar uma churrascada na terra do fogo e … beber um branquinho na Brandoa, enquanto o Vicente (Sr.Cigano) rectifica as rótulas do Cajabim (Sr.SomewhereÁfrica) com a bela da caçadeira (canos cerrados q´é pá aleijar a sério). A interculturalidade quando levada ao extremo também é turismo ao coração dos povos.

Episódio 2: O Cajabim arranca com o DJKota, BMdread, MadCachupa, mais uns meus e rebentam com a carrinha (Mercedes, Audi, marcas recomendas pelo rendimento mínimo) do desgraçado do Vicente que revoltado dá uma surra (tou aderindo ao acôrdo Orttugráááfico, pô!) no asno, o animal afinfa um coice medonho e rebenta com o gerador, o gerador pifa, alguém grita:

-Nha mãe! Acabou-se o satélite!

O ancião de origem brasonada e pedigrie consagrada Zé Lagarto Lauren Burberis Levis e Pesados, arrota e cuspinha:

– A coisa tá negra!

O Cajabim e os manos não acham graça ao bitaite e abatem o sacana do burro.

Aos ciganos façam-lhes tudo, menos, meter uma bala na cabeça da mascote do clã (de seu nome, Inteligente, o burro é claro).  A matula enebriada pela perda do ente querido enfia-se nas carroças deluxe e começa a perseguição…

… um gajo tão inspirado a bombar literatura e entra-me um pardal pela varanda dentro, o malandrote piu-piu (nuns adémanes -ispanhiol suz igniorantes- de proprietário) e eu sem uma flóber, acabava-se esta crónica num espanto de penas e adrenalina…

Final feliz:

Mr. Vicente num cavalgar de palmas e olés com o Cajabim and brothes (enfiados numa betoneira a respirar por palhinhas) num misto de tá-se bem e traques bocais a reeeppppar:

Dá-lhe Lélocas

i ó i ó i ó i ó i ó

Sempre a abrir

i ó i ó i ó i ó i ó

O burro era teu 

i ó i ó i ó i ó i ó

É só curtir!!!Yo!!!

P.S. Cena fatela (grande expressão dos tempos da minha meninice) voltei a perder-me, talvez por isso, o horizonte das minhas viagens seja o chilrear dos pardais atrevidos.