O Grande Lobo Antunes, esse sim! Arruma com qualquer ambição literária a um canto, zás! Mete-se os olhos naquilo e é um formigueiro de emoções. No fim fica o cadáver do pretendente ao trono, visto que, aquele menino veio embrulhado em essências celestiais.

Um gajo (escritor frustrado, esquelético, derivado das malditas formigas… esqueçam!) fica prostrado, sem vontade de escrever porra nenhuma (sim! PORRA! na falta de talento não há nada como largar umas granadas para causar algum reboliço) dá vontade de mandar parar o jogo e dizer ao árbitro:

– Ó boi preto d´um cabrão, vê lá se abres os olhos que os gajos estão a jogar com mais meia equipa!

O dito boi rumina e afinfa com:

– O menino ponha-se na alheta que nesta divisão só jogam iluminados e não se aceitam composições da quarta classe.

Um gajo enfia o portátil debaixo do braço e vai jogar para outra freguesia, sem no entanto perder a oportunidade de passar a bandeirola pelo focinho do supra cito cornudo e de lhe mimar elogiosamente os fiscais de linha, eu que até nem tenho mau perder!

Chegadinho a casa com o orgulho a pingar frases e livros fantásticos, começa a batalha com o teclado destas máquinas infernais que engolem escritores como quem traga amendoins.

O Lobão manuscreve, não se aguenta, utiliza processos arcaicos do séc. passado num bacanal de gatafunhos e rabiscos, enfim! Tem linha directa com uns seres alados que lhe sopram ao ouvido livros de rajada, não é justo, aqui o Camões remói a mona e nem Elefantes, nem o Judas a cagar no deserto.

  

Fiz uma pausa, estive a ler as porras que tenho escrito e fiquei surpreendido. Vejo por aqui um talentozinho, a coisa bem limada faz-se e parece-me, repito, parece-me, o Lobo que se cuide que o Pedro perdeu o cagaço e… quem tem medo do lobo mau lá, lá, lá…lá!

P.S. O homem foi brilhante até ao livro máximo “O Esplendor de Portugal” óspois perdeu-se (o Pedro topou-o e o Lobo encolheu as garras).