Tou com a neura! Este planeta não merece a minha compaixão e muito menos o meu génio. Os estimados leitores, curiosos e inteligentes perguntar-se-ão-yo, que bicho lhe mordeu?

Mais uma vez vos digo:

-Metam-se nas vossas vidinhas seus malandros porque o je é que sabe o que são as maleitas da porca da vida!

Ok, eu conto.

Imaginem uma criança com cerca de sete anos, juntem-lhe um diablo (instrumento que consiste em dois pauzinhos amarrados com uma guita, fazendo circular uma gigajoga cujo propósito é subir nas alturas ou arrancar o escalpe aqui do escriba), o local do crime é um esplanada onde só cabem alfinetes e coisas acabadas em etes, para abrilhantar o espetáculo os progenitores e madrinha do sacana. A matula  alambaza-se com imperiais e caracóis. Passo a descrever a cena, o cabrão do puto a fazer razias com a gigajoga a um passo de me vazar a vista, o escriba a rosnar (baixinho, só para o puto ouvir) que lhe arrancava os tomates e os fritava em lume brando, o boi do pai a dizer ao animal:

-Olha que incomodas o senhor!

O puto a cuspir:

-O ar é de todos!

Eu:

-Enfio-te uma lamparina nas fuças que te ponho a cagar fininho!

A progenitora:

-Ó sachavôr mais um alguidar de caracóis e um barril de imperial!

A madrinha:

-Não é que a porca da minha vizinha se pirou com Gilbeltson Uribin, a desavergonhada foi para o Brasil com o gandim e agora deve andar a vender o corpo (cheira-me a inveja).

No meio da confusão topo que o artista do diablo sofria de um mal congénito, logo havia de chamar… tanto nome para dar ao sacaninha e logo tinham de lhe dar o meu, coincidência d´um cabrão! Contrariado abandonei as instalações e não arranquei a pele ao fdp que do cimo da minha cadeira (tal qual artista de circo) urinava profusamente a assistência, o pai da criatura ainda lançou um:

-Cuidado fofinho! Ainda salpicas alguém!

A mãe:

– Os cabrões dos carcóis estão que até a c..a apita!

Lindo!!!

Prontos, agora já percebem o porquê da minha telha,mas! mas! mas! como ele é bom, desejo o melhor do mundo áquela família exemplar e espero encontrá-los a enterter o próprio satã (meter o diabo, diablo, telha do… é muita fruta) na esplanada do Vesúvio. yo!

P.S.1 Hoje não janto e confesso que comi a sacana da sapateira.

P.S.2 Li ontem a cena do plano b e curti bué, isto com o Tolan armado em Tchécov manda muito balanço, não se esqueçam de passar um fio dental (no rabo certo um sonho, no cú errado uma tragédia) para sacar o bacalhau do almoço.