Todos os dias quero mais da vida quando me deveria limitar a viver e ser feliz.

 

Penso ser capaz de dividir as pessoas em dois grandes grupos, aqueles que vivem a vida pela vida e aqueles que vivem a vida para obter reconhecimento póstumo.

 

Caro leitor, certo é que quem vive a vida pela vida pode obter reconhecimento póstumo e que quem o quer obter muitas vezes nem é feliz nem é reconhecido.

 

É por isso que numa lógica puramente matemática e de probabilidades eu sei que é sem dúvida mais inteligente e seguramente razoável viver para ser feliz…

 

Pensem nos vossos avós e sintam a felicidade de os ter tido como amigos. Pensem nos vossos pais e na felicidade de os ter tido como educadores, pensem nos vossos filhos e na felicidade que é ou será educá-los e guiá-los e pensem nos vossos netos e na felicidade que é tê-los como amigos e camaradas da última fase da vida.

 

Será que merece a pena marcar mais que estas quatro gerações. Será que vale mais pintar um quadro, escrever uma música ou esculpir uma estátua que perdure para além da nossa memória afectiva.

 

A resposta digno amigo é que não… Já sei que o melhor é ficar na memória dos meus entes queridos sabendo que ela é “nano” na história do universo do que na longínqua memória da humanidade…

 

Debato-me com esta contradição todos os dias e um dos meus infortúnios é querer mais da vida todos os dias…  e meus amigos, o que eu me esforço para que isto deixe de ser assim.