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Lamento informar mas estou encerrado para obras. Só falta pintar por fora. Volto assim que a tinta secar.
P.S. Adorei os “silêncios” do brother Martini!
Após participação prolongada em presépio de renome internacional aqui estou eu! Directamente de Alenquer regresso com genica e espero a absolvição dos milhares de leitores que aguardavam a boa nova. Volto logo com mais substância pois o trabalho reclama o operário.
O silêncio da madrugada era interrompido pelo esforço do roar do motor. Curva e contracurva, o Fiat 127, galgava a Serra de São Mamede rumo ao Miradouro, naquela quinta-feira de Dezembro, depois de num beijo nos termos conhecido ao som de Héroes del Silencio, no Pacífico.
No habitáculo, o silêncio era cúmplice da nossa vontade. Ambos queríamos o mesmo, e ambos sabíamos os passos do ritual: primeiro a corte, depois o teu papel de difícil, e por último a união dos corpos.
Parado o 127, aos nossos pés Portalegre cuidava-se semi adormecida: Os operários labutando na Robinson, os académicos que regressavam ao leito para marear na sua alcoolémia, a população que restaurava forças para o dia seguinte, e os mortos de Régio saudosos dos olhos do poeta velando-os, e procurando neles a fonte da sua inspiração.
Não me recordo do sabor do primeiro beijo, nem dos beijos que vieram a seguir… Embora não seja difícil de calcular que nessas noites o sabor de cada beijo varie numa aritmética de vícios, gastronomia e higiéne oral.
Num ápice, tomámos os bancos de trás do 127, e num suspiro de um Mi bemol estes eram sangrados pelo romper do hímen virginal.
Depressa, a condensação arfada, embaciou os vidros, permitindo que neles ficassem gravadas as tuas mãos e os meus pés. Balançando na ondulação corporal, a suspensão do veículo testemunhava a atómica fusão de tornar dois corpos num só ser, fruto da anatomia dos sentimentos do espírito e da carne.
Copulávamos como se perante nós se adivinhasse o término do mundo, e a ocupação das campas, sem que alguma vez tivéssemos sentido o aroma dos nossas íntimas partes, matado a sede na fonte dos beijos, ardido no calor do útero, fundido na imensidão dos olhares, navegado nas ondulações do peito, e descansado no leito do colo.
Mas o mundo não acabou, e enrolados no descanso da exaustão libidinosa, a nossos pés, Portalegre continuava a cuidar-se semi adormecida: Os operários labutando na Robinson, os académicos que regressavam ao leito para marear na sua alcoolémia, e a população que restaurava forças para o dia seguinte…
A tentativa de utilizar a palavra sexo para subir as audiências foi um estoiro monumental. Nem uma visita, nem um comentário, vou ter de conquistar o apreço dos leitores pela via clássica. Confesso que o fracasso me enche de orgulho e confirma que o clube de fãs é etimologicamente erudito.
A jornada vai ter de se realizar pela vertente Norte e na rota dos bravos. Asssim seja caríssimos leitores!
Montado em Rocinanate, iluminado por Zeus e valente como Sandokan aponto em direccção ao Olimpo dos escribas.
P.S. Poça! Nem uma visita! Apre!
1. Não vou falar de sexo
2. É apenas uma forma de verificar se esta palavra, efectivamente, dá mais nas vistas que qualquer outro tema.
3. Assim sendo passo a iniciar todos os meus artigos por tró-ló-ló e truca-truca.
4. Afinal sempre vou abordar o assunto. A prática do dito recomenda-se.
5. Os homens têm a fama de tarados e as mulheres de santas. Porque será?
6. Sustentar uma relação pelo sexo sem amor?
7. Amor sem sexo?
8. Sexo como acto mecânico sem entusiasmo?
9. Sexo com ternura?
10. Sexo com urgência?
11. Sexo, sexo, sexo…
A loucura da vida é estar inteiro com quem seja. Aos homens sempre assentou bem o papel de garanhões insaciáveis e eu não quero passar por coninhas. Bastava substituir a palavra sexo por amor.
Varões e Varonas da pena, dita a regra que o vosso estimado Martini definiria os temas para Dezembro.
Ora, dado que de Nordeste sompram ventos gélidos, agarrem num xaile, numa mantinha, façam uma boa braseira, metam-na debaixo da camila, e dêem ao dedo. Não se esqueçam de acompanhar as redações com cafeína e nicotina, pois não se pretende traços caligráficos de estagnada encefalia.
Num rufar de tambor, os temas de guilhotina são:
3 / XII / 2008 - Diálogos mudos de um Lusitano, à lareira com Deus e o Diabo!
10 / XII / 2008 – Ao Soldado Esquecido sob o fantasma do Colonialismo.
17 / XII / 2008 – No banco de trás de um 127 mergulhei no teu corpo!
24 / XII / 2008 – Foi Natal!
31 / XII / 2008 – Educai o meu umbigo, pois amanhã nada mudará!
Tenho o privilégio de passar todas as manhã pela marginal mais linda de Portugal. Os dias frescos e a claridade do nascente têm-me brindado com uma foz do Tejo surreal. Nunca tinha reparado naquela luxúria de tons, surreal!
Por vezes andámos consumidos com cabalas quixotescas e o mar mesmo ali ao lado…
Fosse eu do género gaja o tímtalum seria brilhante, sendo macho acaba por ser uma tentativa de atravessar uma loja de cristais com o Dumbo pela trela. Passo a explicar:
Hoje de manhãnzinha o menino foi dar meia litrada do melhor Barca Velha desta nação. Pálido como uma aldeia alentejana abeirei-me da maca e senti aquela maldita agulha perfurar-me a chicha. O pânico tinha-se desvanecido depois de preencher o divertido questionário fornecido pela instituição tentando aferir da minha devassa.
O Sr. Pilantra tem a mesma parceira sexual nos últimos seis meses?
Come só essa ou anda na brincadeira com a cunhada?
Mete na veia ou isso é das vacinas?
Contratou alguma profissional para lhe arejar a genitália?
Tirando Badajoz passou férias nalgum destino tropical?
E finalmente para quebrar o gelo:
- O Sr. leva no rabo ou anda para aqui a enganar a malta?
Depois de confessar que não usava fio dental lá avancei para o matadouro onde outras reses já suavam as suas artérias. A Odete avançou para mim e berrou:
- O fininho é meu!
A gladiadora aplica um estalo no mártir para testar a virilidade e manda subir a manguinha.
Ainda gani num sustenido abafado:
- Ai! Ai! Bruta! Cuidado com o cromado!
A menina a espetar a lança sem misericórdia e o santo a divagar caladinho:
- Apre! Tens cá um jeitinho!
- Eras um mimo para atarrachar rolhas à palmada em garrafões na adega cooperativa!
- Meter rebites nas ponte com a testa!
- Endireitar ossos a paquidermes!
- Assentar carril na Mongólia!
Estoicamente resisti e limitei-me a reflectir na bondade do gesto. O grande Vintage70 a ceder (tax-free) o seu precioso néctar. A máquina apitou e o trabalho foi rematado com eficiência e delicadeza (safei-me porque a Odetezinha estava distraída a sangrar o Sr. Mendes, Obrigado Senhor! Mendes!). No meio do cagaço fui salvo por um anjo de olho azul que me tirou a manilha do braço sem um ai.
Saí dali com a sensação de dever cumprido, herói de mim mesmo. Garanto que da próxima virada até podem levar um litro desta preciosidade porque não me vou deixar derrotar por uma agulhinha.
Hoje é dia de S. Martinho
Dia de comer castanhas
Dia de beber água pé
Mais um dia que é uma oportunidade
De estarmos com amigos e familiares
Para festejarmos o facto de estarmos juntos…
Acometido por uma brutal falta de inspiração e imbuído da obrigação de apresentar os temas para o mês que vai entrar subscrevo-me com os melhores cumprimentos a todos os meus companheiros de jornada e a todos aqueles que nos vão lendo, encontrem ou não algum sentido nos nossos escritos!
1ª Quarta-feira
Dicotomias: O céu e o inferno, par ou impar, branco e negro, homem ou mulher…
2ª Quarta-feira
Dúvida: o que é que ando aqui a fazer?
3ª Quarta-feira
Aventura: vou ali e já venho… isto se me apetecer regressar!
4ª Quarta-feira
Futuro: como é que posso fazer o mundo melhor agora que o conheço porque fui ali e sei que pelo menos há 7 pecados mortais?!

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