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Lamento informar mas estou encerrado para obras. Só falta pintar por fora. Volto assim que a tinta secar.
P.S. Adorei os “silêncios” do brother Martini!

Após participação prolongada em presépio de renome internacional aqui estou eu! Directamente de Alenquer regresso com genica e espero a absolvição dos milhares de leitores que aguardavam a boa nova. Volto logo com mais substância pois o trabalho reclama o operário.

A tentativa de utilizar a palavra sexo para subir as audiências foi um estoiro monumental. Nem uma visita, nem um comentário, vou ter de conquistar o apreço dos leitores pela via clássica. Confesso que o fracasso me enche de orgulho e confirma que o clube de fãs é etimologicamente erudito.

A jornada vai ter de se realizar pela vertente Norte e na rota dos bravos. Asssim seja caríssimos leitores!

Montado em Rocinanate, iluminado por Zeus e valente como Sandokan aponto em direccção ao Olimpo dos escribas.

P.S. Poça! Nem uma visita! Apre!

1.    Não vou falar de sexo

2.    É apenas uma forma de verificar se esta palavra, efectivamente, dá mais nas vistas que qualquer outro tema.

3.    Assim sendo passo a iniciar todos os meus artigos por tró-ló-ló e truca-truca.

4.    Afinal sempre vou abordar o assunto. A prática do dito recomenda-se.

5.    Os homens têm a fama de tarados e as mulheres de santas. Porque será?

6.    Sustentar uma relação pelo sexo sem amor?

7.    Amor sem sexo?

8.    Sexo como acto mecânico sem entusiasmo?

9.    Sexo com ternura?

10. Sexo com urgência?

11. Sexo, sexo, sexo…

A loucura da vida é estar inteiro com quem seja. Aos homens sempre assentou bem o papel de garanhões insaciáveis e eu não quero passar por coninhas. Bastava substituir a palavra sexo por amor.

Com o briol que por aí anda a coisa pede trópicos, água caliente e caipirinhhas para arrefecer a caldeira. Saudades do calor, chinelo na pata e calçonito para arejar o canivete. A alegria do Verão arreda qualquer tentação de lareira, chá e torradas.

Trocava tudo por um dia de Julho na Arrifana, ondas perfeitas, meia dúzia de caramelas na areia e o bafo do sol a tostar o coirato – só dava um jeitinho na temperatura da sopa, coisa pouca, uns míseros 5 graus.

Para o almocito marchava uma sapateira, camarão tigre grelhado e um robalito ao sal. Regava tudo com um xarope de cevada ou um branco raça Esporão. Para terminar aviava uma terrina de Baba de Dromedário gelada com avelãs e nozes.

Para a perfeição ser atingida só faltam duas coisas:

A malta!!!

Pranchas!!!

Confesso que também me fazia falta a mulher dos meus sonhos para investigar o que fica para lá da volta da arriba.

Com um cenário destes só comprava bilhete de ida!

Confesso que tentei. Já chutei a bola umas quantas vezes, mas a bicha não entra. Vou-me deitar e repousar os neurónios. Até amanhã!

P.S. Saudações para um Tolan babado com o bote que ganha calado e navega cheio de genica.

Tenho o privilégio de passar todas as manhã pela marginal mais linda de Portugal. Os dias frescos e a claridade do nascente têm-me brindado com uma foz do Tejo surreal. Nunca tinha reparado naquela luxúria de tons, surreal!

Por vezes andámos consumidos com cabalas quixotescas e o mar mesmo ali ao lado…

Já estou um bocadito irritado! Teclo, desteclo frases pouco inspiradas e tirando toneladas de temas sobre os quais divagar não encontro o fio condutor. Portanto, divaguemos!

Deixo aqui um desafio bicudo para aquilatar os gostos, paladares e pancas. Faço ponto de honra que se destaque apenas uma escolha (tipo Arca de Noé Categoria Singular). Os temas são variegados e têm a pretensão de uma certa intelectualidade.

1 livro: El amor en los tiempos de cólera; Mr. Gabo

1 Cd: Small Change; Mr Tom Waits

1 país para passear: Itália; Veneza com A Eleita

1 copo de vinho: Quinta da Leda; Casa Ferreirinha

1 filme: Pulp Fiction; crazy Tarantino

1 carro: Aston Martin; Vantage

1 praia: Arrifana, ALLLLLLgarve

1 actriz: Ingrid Bergman; As time goes by…

1 actor: Al Pacino; Goodfather

1 mulher: A que está para chegar; ?

1 cromo português: Futre; espetáculo

1 cromo internacional: Diego Armando Maradona; poesia em movimento

1 destino distante: Himalaias; longe, caro, etc

P.S. Esta coisa de botar escrevedura sai do coiro. Respeitem o Coiro!

Fosse eu do género gaja o tímtalum seria brilhante, sendo macho acaba por ser uma tentativa de atravessar uma loja de cristais com o Dumbo pela trela. Passo a explicar:

Hoje de manhãnzinha o menino foi dar meia litrada do melhor Barca Velha desta nação. Pálido como uma aldeia alentejana abeirei-me da maca e senti aquela maldita agulha perfurar-me a chicha. O pânico tinha-se desvanecido depois de preencher o divertido questionário fornecido pela instituição tentando aferir da minha devassa.

O Sr. Pilantra tem a mesma parceira sexual nos últimos seis meses?

Come só essa ou anda na brincadeira com a cunhada?

Mete na veia ou isso é das vacinas?

Contratou alguma profissional para lhe arejar a genitália?

Tirando Badajoz passou férias nalgum destino tropical?

E finalmente para quebrar o gelo:

- O Sr. leva no rabo ou anda para aqui a enganar a malta?

Depois de confessar que não usava fio dental lá avancei para o matadouro onde outras reses já suavam as suas artérias. A Odete avançou para mim e berrou:

- O fininho é meu!

A gladiadora aplica um estalo no mártir para testar a virilidade e manda subir a manguinha.

Ainda gani num sustenido abafado:

- Ai! Ai! Bruta! Cuidado com o cromado!

A menina a espetar a lança sem misericórdia e o santo a divagar caladinho:

- Apre! Tens cá um jeitinho!

- Eras um mimo para atarrachar rolhas à palmada em garrafões na adega cooperativa!

- Meter rebites nas ponte com a testa!

- Endireitar ossos a paquidermes!

- Assentar carril na Mongólia!

Estoicamente resisti e limitei-me a reflectir na bondade do gesto. O grande Vintage70 a ceder (tax-free) o seu precioso néctar. A máquina apitou e o trabalho foi rematado com eficiência e delicadeza (safei-me porque a Odetezinha estava distraída a sangrar o Sr. Mendes, Obrigado Senhor! Mendes!). No meio do cagaço fui salvo por um anjo de olho azul que me tirou a manilha do braço sem um ai.

Saí dali com a sensação de dever cumprido, herói de mim mesmo. Garanto que da próxima virada até podem levar um litro desta preciosidade porque não me vou deixar derrotar por uma agulhinha.

Tolan do alto da sua sapiência e de um temperamento aguçado por termas efectuadas na estepe siberiana indaga:

- Mas que raio ando eu aqui a fazer?

Não sabe?!

Eu explico!

Andamos aqui para não fazer este tipo de reflexões e se o passar dos anos for generoso  vamos em peregrinação a Fátima para venerar os deuses, perdão, a deusa, ok, a mãe do filho de deus, receptáculo divino do Big Boss que controla esta coisa chamada Terra.

Deus existe?

O amor existe?

Seremos todos uns capitalistas selvagens?

A fidelidade é uma companhia de seguros ou é um acto de amor?

Vingança, perdão ou esquecimento?

Eusébio, Futre, Figo ou Ronaldo?

Alguém mais sábio do que eu desencantou a expressão “ A insustentável leveza do ser “ eu contraponho com “ Acorda camelo que tens de ir trabalhar”. A nossa existência devia ser um fluir banhado em águas tropicais acompanhado com menu de degustação sensorial.

O truque para se viver bem é sorrir, não nos metermos em dívidas, tomar banho todos os dias e se possível ir passar uma férias ao Allgarve. Se no fim desta coisa toda conseguirmos plantar a árvore, escrever o livro e ter o filho melhor!

A vertigem da vida tem de ser acordar todos os dias com vontade de chegar a todo lado e ao deitar verificar que não se foi a lado nenhum. A piada da coisa é atirarmo-nos à vida com ganas de a sorver de um trago e sentir no palato a eterna secura. Os sábios da minha terra, aquando dos desafios futebolísticos com o município rival, ganiam do fundo da sua convicção:

- Forem p´ra frente!!!

Resta-nos chutar a bola e correr atrás da bicha com a convicção que aos quarenta ainda podemos ser um cromo da bola.

P.S. Vintege70 associou ao seu perfil uma imagem da infância brincado com os seus amiguinhos no adro da igreja. Será evidente verificar que o escriba apresenta a orelha mais arrebitada da troupe.

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