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Nuno Lobo Antunes, quinto filho de um médico notável, irmão daqueles que muitos consideram o maior escritor português vivo e de outro que dizem ser o melhor neurocirurgião do país, publicou recentemente um livro intitulado Sinto Muito. A semana passada foi entrevistado pela Sábado e, aparte algumas afirmações que revelam um certo pedantismo, tive por diversas vezes vontade de sacar do lápis e sublinhar algumas das suas frases. Estes são só alguns exemplos:
Morte
“A morte é um adeus, e um adeus implica que se fique com a saudade, a memória de quem partiu. Só se pode encarar a morte como um desaparecimento parcial porque se salva o amor, os afectos. Há algo verdadeiro quando as pessoas dizem que só morremos quando morrerem todos aqueles que nos conheceram.”
Dor
“A dor tem de ser digerida, não a podemos guardar sem a transformar. Mas transformá-la em quê?”
Amor
“Para mim, a única coisa que não tem limite é o amor. Dignifica-nos, torna-nos bons. É a nossa medalha. Somos nós para além de nós”
Foi-me bastante difícil escolher só um para cada tema, mas regras são regras, e optei pelos primeiros em que pensei.
Ora aqui estão eles:
1 livro: As intermitências da morte
1 Cd: Fado Ladino, dos Rosa Negra
1 país para passear: República Checa
1 copo de vinho: Não pode ser um copo de rum?
1 filme: Le fabuleux destin d’ Amélie Poulain
1 carro: O que me leva onde quero ir
1 praia: Comporta
1 actriz: Meg Ryan
1 actor: John Cusack
1 mulher: A minha avó
1 cromo português: O emplastro
1 cromo internacional: George W. Bush
1 destino distante: Índia
Normalmente, não me questiono sobre quem somos, para onde vamos, o que aqui estamos a fazer…mas depois do dia de hoje, em que, mais uma vez, me deparei com a triste constatação de que existem mulheres mesquinhas, más, venenosas, incompetentes e que passam os seus dias a falar e a inventar sobre a vida alheia, sou obrigada a colocar outra questão: Mas que raio é que certas pessoas andam aqui a fazer? Se me souberem responder, agradeço.
- Uma barbie. Se me tivessem oferecido uma barbie quando era miúda, não tinha caído tantas vezes a jogar à bola, não tinha partido a cabeça e o pé, não teria andado à porrada com tantos meninos e hoje talvez tivesse paciência para as conversas que as minhas colegas de trabalho têm sobre o cabeleireiro, a roupa e a vida dos outros.
- O táxi. Aquele chocolate maravilhoso com plástico azul e letras amarelas a dizer “TAXI”. Se hoje ainda existisse, eu tinha desculpa para andar na rua a pedir dinheiro para o comprar, como fazia quando era miúda. Assim, talvez conseguisse dinheiro para o chocolate e para comprar uma cama.
- Paciência. Faltam-me quilos dela. Não tenho paciência para tanta coisa que, se as fosse enumerar, faria o maior post da história dos blogs.
- Saber escolher. Tenho tanto medo do que posso perder quando escolho, que tenho tendência a fugir da escolha o máximo possível. E isto aplica-se a escolher tanto entre fazer peixe ou carne para o jantar, como entre algo que pode alterar toda a minha vida.
- Tempo. Tempo para brincar, para comer chocolates, para me tornar mais paciente e para pensar nas minhas escolhas.
Ele: Queres participar num blog, que é meu e de mais três amigos?
Eu: hmmm…não sei não. Quem são os amigos?
Ele: Isso não é importante. Queres ou não? Achamos que o blog precisa de um toque feminino.
Eu: Então e achas que eu dou um toque feminino ao blog? Achas que vou para lá falar de crochet, da vida dos “famosos” e das telenovelas?
Ele: Não. Podes falar de tudo o que quiseres.
Ora, dão-me a possibilidade de falar de tudo o que eu quiser e o que me acontece? Ando aqui há dias sem saber do que hei-de escrever. E, por isso, resolvo falar de nada. Só para contrariar.
Nada
do Lat. nata de nulla res nata
s. m.,
a não existência;
ausência de quantidade;
coisa nenhuma;
inanidade;
ninharia, bagatela, inutilidade;
pron. indef.,
nenhuma coisa: Nada foi feito para salvar as espécies em extinção.;
adv.,
não, de modo nenhum.
Espero que o meu toque feminino tenha sido útil. Bom fim de semana


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