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Alucinações dirão muitos de vós para não dizer todos… todos menos eu!
Lá estava ele. Sob as mais variadas formas… azul como o mar ou o céu, branco como as nuvens, vermelho como o sol…
Não sei se sabem caros leitores que o mal pode assumir as formas mais belas que podemos imaginar. O mal é mau mas não é necessariamente feio.
Virei-lhe a cara. Ainda não tenho coragem para falar com ele! Iremos conversar um destes dias mas ainda não foi desta.
Direi mais… aqueles que amo não me o permitem… É seguramente divina a protecção do amor. Asseguro-vos que valorizo tal protecção com mais veemência em cada dia que passa apesar de ser incapaz de o expressar. Porque será?
Olhamo-nos durante breves momentos…o Diabo e eu, um insignificante mortal que não sabe se terá lugar na história.
Pelo menos já o vi… Sei também que o vou ver mais vezes; tantas quantas ele quiser e em quanto der gozo aos Deuses bons. Só eles me podem reeducar.
O papel dos bons é chatear os maus… os maus podem ter tudo aquilo que vos parece interessante mas os bons… os bons ganham sempre!!! É esse o gozo de ser bom e é isso que chateia o chefe dos malvados!
n.a.: os bons desta história são os meus amigos e amigas; Tu, tu claro que és uma delas… seguramente a mais importante de todas!
Espero sinceramente que Deus exista e que não se limite a ser uma simples medida de sofrimento.
Até há pouco tempo acreditava verdadeiramente na inexistência de algo superior que esteja a olhar para nós influenciando os nossos comportamentos (bem vis-a-vis mal) ou decisões!
Sou um defensor do primado humano; acredito na teoria da evolução das espécies e na forma como esta explica como aqui chegamos. Acredito mas começo a ter dúvidas!
O meu problema actual é que conheço, ou pelo menos julgo como imbecis e más, uma série de pessoas com que sou obrigado a partilhar o planeta e esta trupe ou subespécie não me parece que caminha na direcção da extinção… multiplica-se todos os dias!
Pergunto-te Satanás: será isto fruto do teu trabalho? Se quiseres discutir o assunto não o faremos à lareira mas sim num qualquer piquenique dado estarmos a chegar à primavera.
Por outro lado conheço todos os dias pessoas que se preocupam com a beleza do mundo (arte e criação) ou com o bem comum. Felizmente também esta subespécie aumenta e procria todos os dias!
Pergunto-te ó Deus: é esta tua obra? Se quiseres discutir o assunto não o faremos à lareira mas sim num qualquer passeio à beira mar dado estarmos a chegar à primavera.
Em breve conversarei com estas ilustres figuras que não recusaram o meu convite! Depois disto contar-vos-ei mais um conto ou experiência de vida.
De momento só me ocorre dizer uma de duas coisas e nem nisso sou original. Um bom artista ou criador ou está morto ou a sofrer.
Eu não estou morto e mesmo que estivesse aquilo que já publiquei não me permite pensar que se morresse me iriam valorizar; por outro lado tenho vivido alguns meses de plena felicidade – mesmo com a crise – pelo que, a minha veia (se é que tenho alguma) auto destrutiva ou criativa tem estado adormecida.
Quem me quiser ler neste momento teria que perder tempo com dissertações sobre tristes espectáculos como aquele que se viveu em Espinho nos últimos dias de Fevereiro em que um bando de gentes afirmou que o melhor que dá ao país é a sua permanência por mais alguns anos na mama do governo (piadético) ou análises a uma oposição tão triste que nem chega a existir (amargurado) ou um bloco de populistas no qual já vota um número significativo de pessoas sem saberem bem porquê (tontarias) … não falo de comunistas porque acho que nem eles sabem verdadeiramente o que são politicas de esquerda (nem eles nem ninguém) nem da direita mais conservadora que como não tem nada não percebo o que quer conservar (imperceptível).
Ora só para ir a uma das figuras do conclave socialista (a parada de viaturas topo de gama demonstrava claramente que são eles que estão no poder), aquele senhor que gosta de “bater na direita” veio a publico defender o grande tema da reunião com o qual desejam resolver os problemas de Portugal. Sabem qual é? A data das eleições legislativas e autárquicas. Este foi o grande tema político do congresso. Ora vamos lá:
· Socialistas: não querem as eleições no mesmo dia porque acreditam que a vantagem dos sociais-democratas nas autarquias podem levar a voto de simpatia nas legislativas.
· Sociais-democratas: querem as eleições no mesmo dia pela vantagem que acreditam que isto lhes pode dar.
Todos juntos, acreditam que os portugueses são estúpidos e não sabem fazer escolhas com critério e que vota, por simpatia.
Provavelmente é por estas e por outras que alguém que andou por fora do país disse me disse hoje que fica triste quando regressa a Portugal! Em todos, que não foram muitos, os momentos que tive livres hoje pensei no que lhe poderia dizer para contraria tal ideia. Não me ocorreu nada… a ver se amanhã me lembro de algo… já sei: O Magalhães…
Há umas semanas atrás falava eu com uma menina de tenra idade que manejava o Magalhães. Em conversa com essa menina perguntei-lhe qual o nome da aplicação (processador de texto; folha de cálculo…) instalada no PC ao que me respondeu: Eu sei; eu respondi: Tu sabes, mas eu não! Sabes qual o nome da aplicação, ripostei. Voltou a dizer-me já com um ar aflito: Eu sei… Raios pensei. Ao meu lado alguns adultos já sorriam… afinal a porra da aplicação chamava-se eu sei… Tive uma noite de glória (ah ah ah!), sempre que a moça olhava para mim sorria com aquela carita infantil dizia: Eu sei…
Amanhã o sol será o mesmo mas a luz será diferente. Teremos que ser capazes de enfrentar cada problema como um desafio e ter força para o ganhar.
Para isso necessitamos de paz, de amigos e de pensamentos claros. Necessitamos de sentimentos fortes e espírito aberto.
Teremos que combater medos e desafiar paradigmas.
Temos que aprender a viver num mundo que não é nosso e tentar fazer dele melhor.
Não há nada que derrote um pensador livre nem há nada mais forte que um espírito inquieto! São estes que fazem o mundo avançar.
O que seria de mim se vivesse sem contradições? Seguramente que morria.
Caros amigos e leitores que continuaram a visitar este espaço, estou eu de volta. Outros afazeres não me permitiram dedicar tempo à escrita mas vou tentar retomar esta actividade.
Desde o dia 2 de Dezembro que não escrevo no MdP! Confesso que por falta de tempo e necessidade. Tempo porque a minha vida profissional nem sempre me possibilita fazer o que quero e necessidade porque tenho vivido bem disposto, admito que com alguma felicidade, o que não é fácil nos tempos que correm e, a quis egoisticamente guardar para mim!
Apresentada a justificação para a ausência e dirigindo-me à Mafalda gostaria de lhe dizer que ao outros ministros não lhes foi retirada a pasta e uma de três por ordem de probabilidades:
- Ou foram contratados para um presépio de figuras vivas;
- Ou estão infiltrados no Governo da Nação a tomar conta de pastas de importância vital para o país, como possam ser a da Educação;
- Ou estão a antecipar as greves que ai vem no ano de 2009 como forma de contestar a crise que vivemos e que se irá agravar.
Eu cá acho que estão no presépio humano e o Vintage70 estará algures a fazer de menino Jesus com as costas encostadas á palha do seu berço e cheio de comichões nas ditas. A boa noticia é que hoje é dia de reis e o presépio pode destroçar porque só volta a ser necessário para o ano.
Posto isto e justificada a falta injustificada e ainda a surfar numa onda de boa disposição e felicidade resta-me desejar a todos um estupendo ano de 2009, bem como, uma maravilhoso resto de vida, ou seja, que todos os anos que ai vêm sejam melhores do que aqueles que lá vão. Para isso basta que nos anos novos não se cometam os mesmos dislates que se cometeram nos anos velhos.
Em breve estarei de volta… provavelmente hoje mesmo!
Caros amigos, aqui vai o meu acto de contrição. O mesmo resulta da última análise psicológica que me foi feita e expõe-me perante aqueles que me lêem! Se é que alguém ainda o faz…
Na última semana fui alvo de uma avaliação que identificou algumas virtudes no meu comportamento mas que reiterou a falha maior: não dou o devido valor às pessoas. Na realidade, considero esta análise injusta e inadequada, principalmente porque sempre que vejo alguém sofrer, sofro, e tanto mais sofro quanto mais me custa ser incapaz de resolver os problemas de outrem.
Em qualquer caso fui catalogado como sendo um “Extraverted Thinking with Introverted Sensing…”
Ora, aparentemente dentro de todas a virtudes de liderança que me foram identificadas (quando olho para o espelho fico orgulhoso por ter capacidades que desconhecia), salta um defeito que tenho que corrigir. Assim sendo e em inglês para não distorcer os dito:
“…give less attention to my non-preferred feeling and Intuitive parts… apply logic even when emotions and impacts on people need primary consideration!… fail to respond to others’ needs for intimate rapport and processing of feelings…”
Grosso modo tenho que me focalizar mais nas pessoas quer pessoal quer profissionalmente… Esta é uma das minhas resoluções para o ano que ai vem!
n.b.: sem muito bem quem sou e o que quero ser e é por conhecer e reconhecer os meus defeitos que vou ser capaz de melhorar!
É gratificante conhecer gentes de outros mundos que não o nosso.
Foi-me dada mais uma vez a oportunidade de conviver durante 7 dias com gentes de outras nacionalidades, 20 no total. Ingleses, Galeses, Escoceses, Polacos, Estónios, Lituanos, Alemães, Holandeses, Franceses, Canadianos, Brasileiros, Holandeses, Belgas, Hungaros, Ucranianos, Checos, Romenos, Russos e Sul-Africanos!
Poder conviver com esta diversidade cultural é uma previlégio que poucos têm. Discutir “obamanias”, banqueiros corruptos, relações humanas, culturas e tudo o que nos vem à cabeça é brutal.
Fizemos um “petisco” cultural. Cada um dos participantes trouxe algo tipico do país de origem. Eu trouxe: Queijo da Serra, Vinho Tinto da Estremadura e um inglês trouxe vinho do Porto. Fomos os campeões. Não sei se foi a minha habilidade para vender o produto ou se foram as qualidades intrinsecas dos mesmos mas fomos eleitos os campeões da gastronomia (mais uma vez demostrei que sou um “gastrosexual”)!
Mas meus amigos, para animar a festa só mesmo os Ingleses e o Sul-Africano… esta malta canta que se farta!
Cada vez mais considero que os nossos mais antigos aliados são um povo extraordinário que tem uma capacidade única para animar os demais.
Como é extraordinário o mundo e todos aqueles que o habitam… No entanto e para quem infelizmente conhece menos quero que acreditem que, nós portugueses, não somos em nada inferiores aos demais; Do alto da minha arrogãncia atrevo-me a dizer: “antes pelo contrário”… talvez isso explique os anos 1500. Veremos o que nos reserva o futuro.
Há momentos na vida em que chegamos ao “ponto de ruptura”! Quando o faço tenho o fraco consolo de ter a consciência tranquila, consiência essa que confronto com a desilusão de ter chegado a uma barreira que considero intrasponível.
Esta ruptura pode ser relativa às funções que desempenhamos e ao comprometimento com quem nos remunera o trabalho; Pode estar relacionada com antigos amigos ou amigas; Ou com gentes que amamos e queremos muito e que de um momento para o outro se transformam em tarefas ou seres incipientes e irrelevantes!
Este ponto é um daqueles sítios onde não queremos ir e donde queremos sair. Eu pessoalmente acabo de chegar a um. Vou observá-lo durante algum tempo e, provavelmente, vou voltar para o local de onde nunca deveria ter saído.
Não me arrependo de ter pensado ficar por lá e não há nenhum segundo no qual me envergonhe disso. Não sou de arrependimentos apesar de reconhecer erros e aceitar reverter posições quando intuo uma possível evolução,
e por isso que uma das minhas verdades é que, quando me engano nas avaliações que faço, quando me apercebo que o caminho escolhido não é o melhor e como tal devo corrigir o meu comportamento focalizando-me no que importa, devo acima de tudo lutar e trabalhar para que o futuro seja melhor.
Recentemente pensei estar num caminho que me levava a um local do qual não queria sair, mas afinal, nem o caminho era bom, nem o final da caminhada foi feliz, pelo menos essa é a minha percepção actual! É óbvio que, neste momento, a evolução deste sentimento ou percepção não depende de mim!
Segui um anjo e dei de caras com uma puta! – disse-me alguém no dia em que descobriu que afinal o mar não era azul…
É por isso que sempre que saio do meu mundo, quer em sonhos quer na realidade, acabo sempre por concluir que o melhor é voltar ao mais seguro dos portos… não sei se será sempre assim, mas isso só a vida dirá, o certo é meu amigos, que até hoje, fosse em que cenário fosse, sempre que fui ali (…) voltei porque me apeteceu regressar…
O meu filho…
Vivo para aprender a ser pai e tenho consciência que não vai ser fácil para ti aprender a ser meu filho! Parabéns hoje que fazes 2 anos… Estou seguro que vamos ser felizes os dois e quando estruturares o pensamento iremos seguramente debater este e outros pensamentos e ideias!
Dois dos meus sentidos e mais queridos amigos “inspiraram-me” com os seus textos (Kulechov!?)
O vintage70 porque os escreveu o conde porque o matizou.
Os uns…
- O Livro: Almas Mortas – Gógol, Mas também a obra de outros russos, americanos, ingleses, alemães, checos, latino americanos e portugueses. Também me diverti com a série dos Cinco (Júlio, Zé – Maria José –, David, Ana e Tim se a memória não me falha estão ordenados do mais velho para o mais novo, excepto o cão que não sabia onde posicionar!!!)
- CD: Muy dificl una vez que la mas grande de las artes es la musica… The Wall: Pink Floyd; Mas também e sem mencionar discos, Oasis, Blur, Sergio Godinho, GNR, James, Aerosmith, REM, etc, etc, etc! A música é definitivamente a maior das artes, sendo por isso aquela que a todos afecta. A musica mais masculina: Did it on my way; A música mais feminina: Miss Sarajevo.
- Um sitio para viver: Lisboa. Foi a capital do mundo. A mãe da globalização… tem a luz mais bela do mundo e a lá sinto-me sempre em casa. Mas também Lisboa…
- Uma praia: Portinho da Arrábida. Lindo… Mas também Santa Cruz. Porquê? Memórias para ambas.
- Um copo de vinho: Uff… todos os que quiserem! Vinho é arte. Vinho é sentimento. Vinho é vida… É de todo impossível eleger um vinho… Limito-me a escolher com quem o bebo e admito cada vez mais que é a simbiose de ambos que me dá o verdadeiro prazer. Maduro, verde ou espumante, branco, tinto ou rosado… todos! Desde que contigo. Mas também água. Vinho e água são os líquidos que ingiro desde algum tempo a esta parte.
- Um carro: qualquer um desde que seja rápido… Já fui multado a mais de 210 km/h… Não há muitos que se possam vangloriar de tamanha estupidez, mas, continuo a insistir que vou conduzir a mais de 260 km/h, que foi o máximo que atingi!
- Uma actriz: hummmmm…
- Um actor: hummmmm…
- Um filme: definitivamente e sem “mas também”: Man on the moon.
- Um cromo português: Zé Povinho a fazer um manguito; Mas também todos nós; Singulares na forma de ver o mundo e únicos a construir uma nação!
- Um cromo internacional: Adolf… algum dia explico porquê! Mas é sem dúvida o mais difícil trocar. Mas também: O grande J, o Regan, a Margret, o Obama (e os mercados continuam a cair…), o Bin… são demasiados e todos maravilhosos. Um prémio a que souber quem é o Great J…
- Um destino longínquo: a morte.

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