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O nosso cão de agua dentro de 2 anos na casa branca

O nosso cão de agua dentro de 2 anos na casa branca

Hoje ficámos a saber que o futuro cachorro do Presidente Obama vai ter 5 irmãos (o que me faz pensar que não se sabendo qual é o cão em concreto é dificil dizer e acertar a 100% em quem é o irmão em causa).

Que eu me lembre nunca nenhum cachorro foi tão famoso como este (tirando os cachorros que se vendem junto à estrada de Venda das Raparigas e que só há pouco tempo pude provar).

Portugal (que são todos que celebram o dia de Portugal e das Comunidades) devia estar orgulhoso!! O cão de Obama terá passaporte português. Haverá um português que acompanhará a familia Obama para todo o lado.

Por outro lado, também se pode ler na notícia que o cachorro (e presume-se que os irmãos também) terá o seu nascimento entre 10 e 15 de Abril. Uma amiga minha (que me pediu anonimato) ficou histérica por saber que o cão podia nascer no mesmo dia em que ela faz anos!! Imaginou-se a ser entrevistada e aparecer na Sic Mulher ou num dos programas que passa na TV pela manhã. “Sem comentários” ou “No comments” (É bom que o cachorro aprenda a falar as duas línguas, não só para falar com a mãe-criadora, mas também com os seus irmãos – embora sendo algarvio é natural que o cachorro já fale inglês à nascença).

Também se lê que os irmãos do Obama’s dog não terão um preço especial. É justo, ainda mais em tempo de crise. Eu também não tive direito a melhores fraldas por ser irmão gémeo de quem sou (e até sei umas coisas do meu irmão gémeo que me podiam valer um bom dinheiro).

Confesso que estou em pulgas (que foram apanhadas de um rafeiro, o dinheiro também não deu para comprar melhor) para saber mais desta família canina.

Felizmente, há jornais que nos informam destas coisas e já liguei para as televisões para saber quem vai transmitir em directo o nascimento dos bichos (O Canal da Playboy não confirma nem desmente. Não sei o número dos outros canais).

A verdade é que há muita gente com vida de cão que ninguém adopta nem quer saber. Rafeiros é o que são!

Sou cliente da Caixa Geral de Depósitos e tenho umas acções que, neste momento, não valem a ponta de um corno.

Será que a Caixa também está interessada em comprá-las?

É que eu acredito que dentro de uns 10 anos podem valer o dobro, quiçá, o triplo!

Se algum funcionário da Caixa quiser ajudar-me nesta causa prometo dar-lhe 50% dos lucros do negócio (depositados num off-shore à escolha).

É pegar ou largar. É que há mais bancos interessados…

“O treinador do Benfica revelou ontem, em ‘Conversa Indiscreta’, com Alexandra Lencastre (TVI 24), que se cruzou uma vez no elevador com o vizinho José Sócrates e que desejaram boa sorte um ao outro.”

Há pouco encontrei esta notícia num jornal nacional.

O novo canal da TVI começa muito bem e, pelo destaque dado, parece que a coisa mais interessante que o treinador do glorioso disse ao longo do programa, apresentado pela enche-capas do Jet 7, foi o supracitado (é uma palavra muito fina para o blogue, mas quis homenagear alguém que gosta muito deste tipo de linguagem e é uma fiela leitora do blogue).

É bonito ver que as pessoas se querem bem e não dizerm aos outros coisas como “Desejo-te muito azar”, “Quero que escorregues numa casca de banana e partas o cocix”, “Merecias é apanhar um comichão tão grande que ficavas sem unhas de tanto coçar” (podia continuar, mas acho que já chega).

Num momento de crise tão grande, é de facto comovente (até para mim) ver que as pessoas, em especial os vizinhos, não deixam de apoiar o mais próximo, ainda mais quando sabemos que passam dificuldades, o que é o caso destes vizinhos: Um está desgovernado e outro ainda não percebeu como é que se põe uma equipa de gente rica a jogar alguma coisa de jeito.

Logo, quando me cruzar com um dos meus vizinhos, também vou ver se digo alguma coisa de positivo. Só tenho receio que ele fique desconfiado que eu tenha visto o programa da TVI 24.

Uma juíza do Tribunal de Torres Vedras deu provimento a uma queixa apresentada por um cidadão sobre um boneco do Carnaval de Torres de Torres, que aparentemente apresentava umas mulheres nuas ou semi-nuas (que nojo!!!), numa homenagem ao Magalhães.

Eu não acredito em bruxas e também já não acredito no Pai Natal (este ano descobri que o velhote fez uma plástica e trabalha no Intermarché da minha aldeia e jurou-me a pés juntos que só faz isso por causa da crise e para alimentar as renas).

Bom, passo a explanar o que me vai na mona: Para mim é impossível que em 2008, 35 anos depois do 25 de Abril, uma juíza de um tribunal português possa ter um acto de censura sobre um boneco que apresenta umas moças semi-nuas. Cá para mim, ela só fez isso para promover o Carnaval e, pelo que se vê e sente, a malta caiu no engodo de uma maneira escandalosa. Não se fala noutras coisa. E a promoção que o Presidente da Câmara conseguiu em ano de autárquicas?! Se tudo isto não é marketing é o quê? Eu é que não sou parvo!

É que a mim ninguém consegue convencer que uma juíza de um tribunal perca tempo com um assunto da treta e que se tenha dado ao trabalho de ridicularizar a instituição onde trabalha, que já tem a imagem que tem junto da opinião pública.

Também não me conseguem convencer que uma juíza sentada no seu cadeirão se tenha limitado a dar como boa a queixa de um cidadão sem averiguar se a mesma fazia qualquer sentido ou não.

Também não quero acreditar que as imagens em causa possam ter alguma foto da juíza e que, por isso, tenha ficado aterrorizada com o facto de poder ser vista por milhares de pessoas. Sem dúvida que a intimidade de cada um deve ser respeitada, mas não seria possível ter pedido para esconderem apenas a sua foto ou substitui-la por uma foto de uma colega?

O resultado está à vista: Mais gente irá a Torres Vedras, o Tribunal será motivo de gozo e nós portugueses ficamos muito mais confiantes na justiça portuguesa.

Para mal das nossas vidas, na Justiça portuguesa o Carnaval é uma festa que tem 365 dias. Ninguém os consegue ganhar!!

O título deste post é o título de uma notícia que cita um ex-ministro da Educação.

Segundo o dito e erudito senhor, há muitas questões que ainda não estão resolvidas no universo da educação e que, por isso, há que conversar mais sobre esses assuntos.

Conversar mais?!

Não conheço mais nenhuma actividade profissional onde se converse tanto, onde hajam tantas reuniões, colóquios, congressos, artigos de opinião, noticias em toda a comunicação social, já para não falar no número de sindicados, plenários e um universo jurídico de leis, decretos-leis, portarias, regulamentos, etc, etc, etc, etc.

Com um novelo tão cheio de nós é natural que ninguém se atenda.

O que dá vontade de perguntar é : Será que já experimentaram conversar menos?

Quando eu era um jovem ser humano, era hábito criar com um amigo um jornal nas férias de Verão, que tentava vender às pessoas mais próximas e que ao fim de 2 ou 3 edições fechava porque as vendas eram sempre baixas (nem os nossos pais compravam) e porque havia sempre um jogo de futebol à nossa espera.

Pode parecer estranho, mas nunca pensei ser jornalista. O gozo estava no fazer e não no relatar ou contar histórias.

Esta lembradura veio à minha memória a propósito dos tempos em que vivemos: falta de liberdade informativa, na notória manipulação informativa e de a comunicação social perder demasiado tempo com o acessório. Não se nota qualquer paixão pela verdade, pelo desejo de informar e de procurar a verdade, não se põem em causa os poderes instalados e as corporações, um cancro que há muito mina o nosso país.

Tal como no meu tempo de jornalista-de-verão, os jornais limitam-se a replicar noticias que vão saindo nos principais canais de informação, vão atrás do óbvio e naturalmente têm dificuldades em captar leitores.

Se eu fosse director de um jornal ou jornalista, nos tempos que correm, não perdia tempo com a eutanásia e o casamento de pessoas do mesmo sexo, apesar do partido do governo querer debater profundamente estes temas no próximo congresso.

O que fazia era perguntar, aos principais ideólogos do partido, porque razão o partido vai centrar o debate nesses temas (que são marginais aos grandes problemas do país), em vez falar na reforma da administração pública (um rotundo falhanço nos últimos 4 anos), no combate às grandes corporações que vivem à conta do estado (que pouco ou nada foi feito para diminuir esse problema), no combate à corrupção e… já dava para os 3 dias de congresso.

Se eu fosse jornalista pegava nos dados estatísticos da saúde na Europa e perguntava aos médicos e gestores portugueses porque razão não conseguimos obter à mesma qualidade de serviço e mostrava todas as semanas com letras bem gordas quais os piores classificados. Não será estranho que médicos espanhóis (que de vez em quando passam por cá) conseguem fazer numa semana o que os médicos portugueses não fazem em meses?

Se eu fosse jornalista pegava nos dados estatísticos da venda / arrendamento de casas na Europa e perguntava aos políticos portugueses porque razão num país pobre como o nosso somos forçados a comprar casa quando nos países ricos as pessoas conseguem alugar facilmente? Porque será que a lei das rendas foi alterada e é tão confusa que nem quem fez a lei consegue entendê-la? Foi azar?

Se eu fosse jornalista, especializava-me em assuntos jurídicos para mostrar que as leis são mal feitas, são feitas à medida, muitas vezes criam problemas em vez de os resolverem e que a quantidade de material produzido é totalmente absurdo. Publicava regularmente o nome dos escritórios de advogados que trabalham com o estado e os valores que recebem.

Se eu fosse jornalista, especializava-me nas obras públicas e tentava perceber porque razão há tantos trabalhos a mais nas obras públicas, porque razões se fazem tantas auto-estradas em sítios onde nem os caracóis circulam, porque razão determinados edifícios públicos estão sempre em obras.

Se eu fosse jornalista ia querer conhecer melhor as Direcções-Gerais e os gestores de empresas públicas, porque mexem com milhões e nunca são chateados para saber como gerem ou não gerem os dinheiros públicos

Se eu fosse jornalista fazia um cronograma com os processos de justiça e atribuía o prémio caracol do ouro aos tribunais e juízes vencedores.

Se eu fosse jornalista até era capaz de ter muito público, duvido é que os tradicionais financiadores dos jornais quisessem ler os meus textos. É que muitas vezes o silêncio é de ouro e o ouro está hora da morte.

Esta semana o mundo científico brindou-nos com mais um daqueles estudo que pode revolucionar o mundo e, neste caso particular, mudar a forma como olhamos e nos relacionamos com outros animais (mesmo que seja a vizinha de cima, quando varre a casa a meio da noite).

O estudo de uma universidade inglesa (quando se fala de vacas os ingleses sabem do que falam!) vem provar que as vacas que são tratadas por nome próprio produzem muito mais leite do que as outras, as anónimas, por assim dizer.

Acham que o estudo é uma brincadeira? Eu não acho, e basta olhar para os valores em causa. Os cientistas afirmam que a diferença chega a 260 litros por ano!! Eu não bebo tanto leite num ano.

Vendo bem as coisas, o estudo não é surpreendente, mas às vezes estamos tão distraídos com coisas de somenos importância, que nos afastam do que pode e deve ser importante.

A premissa base deve ser sido: Quem é que gosta de ser tratado por Urso, Porco, Burro, Cavalgadura, Égua, Cadela, Bezerro e Lontra?

Pois, quase ninguém, tirando os masoquistas, alguns depravados e muito árbitros.

Eu, que não sou agricultor (na minha casa, os únicos seres vivos existentes são um casal de formigas, a quem eu já dei o nome de Luciano e Natasha e já noto que andam muito mais bem dispostos), se tivesse uma alcateia de vacas e bois não deixaria de baptizá-las com o nome do Cristiano Ronaldo (em homenagem aos Ingleses, por lhes pagarem o ordenado e a muitas Inglesas que o apreciam), Samantha Cow (em homenagem a uma amiga que se chamava Samantha Fox), Sabrina (é preciso dizer mais alguma coisa?), Sandra (em homenagem a uma colega) e Bruxo Paixão (está no Guiness por ser a pessoa em Portugal que mais vezes ouviu a expressão “Boi Preto”).

Também considero que em momentos de crise é importante confirmar que os impostos dos contribuintes são gastos de forma correcta (mesmo que sejam contribuintes de outros países. Aqui também é necessário haver solidariedade). Estes cientistas é que podem resolver os problemas do nosso mundo. Cá para mim, estas animais até podiam produzir mais se ao fim-de-semana também fossem ao cinema (embora devessem evitar os filmes de Manoel de Oliveira). Fica aqui uma ideia para mais um estudo científico.

No passado fim-de-semana, o “Augusto” Sócrates apresentou a sua moção ao congresso do Partido Socialista, a realizar no primeiro trimestre de 2009.

Ideias interessantes à parte, o emérito líder vai incluir na sua moção à questão do casamento de pessoas do mesmo sexo.

Os petizes socialistas vieram logo congratular-se com a inclusão, o que não é de estranhar, uma vez que esta tem sido uma “bandeira” (em alguns casos com pau) dos jovens rosas.

Proclamação: As juventudes partidárias são associações políticas inúteis, mas que têm poder de influência.

Os aprendizes de políticos vivem com os mesmos vícios dos mais velhos: lógica de poder, afastamento da realidade social e económica do país, muita parra e pouca uva, carreirismo, falta de experiência, muito voluntarismo verbal, falta de sustentabilidade no que é dito e exigido.

Não deixa de ser patético que a grande bandeira da JS seja, neste momento, e a titulo de exemplo, a questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, quando os jovens em Portugal sofrem com a falta de emprego, habitação, um ensino que muitas vezes pouco serve, falta de condições para casar, ter e educar filhos, ligações perigosas entre o estado e muitas corporações e um endividamento e decisões politicas que vão por todo o nosso futuro em causa – e em especial das gerações futuras.

Este desfasamento tem uma razão de ser: a grande maioria dos jovens políticos vive bem (graças aos pais e ainda bem para eles), é urbano, nunca teve de pagar contas – as dele e as de uma empresa ou instituição, vive numa realidade virtual, mas que acredita ser real.

Nos países nórdicos diz-se aos jovens: “Primeiro vai trabalhar e depois vêm para a política”.

Cá, neste canto à beira-mar encostado, muitos arriscam a ser deputados, ter lugares de destaque nas autarquias ou em organismos do estado, sem saber ler nem escrever (para utilizar uma expressão popular). O esforço e dedicação à causa tem de ser recompensado.

Infelizmente e para mal dos nossos pecados, estes vícios perduram no tempo e basta ver na classe politica actual o currículo de muita gente importante para perceber porque razão somos, quase sempre, mal governados. Muitos tornaram-se profissionais da política quando ainda mal “abriam os olhos”.

Registo de interesses: na minha mocidade ( “mocidade / mocidade /porque fugiste de mim?”) também fiz parte durante alguns anos (até ficar fora de prazo) duma juventude partidária. Participei em muitos congressos, convenções, colóquios, acções de formação, comícios, festas. Mea culpa!

Com frequência acordo a ouvir as notícias do mundo, do país e da nossa terra, quase sempre na rádio dos contribuintes.

É mais um vicio do que outra coisa. A experiência diz que podemos estar inúmeros dias, semanas sem saber o que se passa para concluirmos que, afinal, não se passa nada.

Por outro lado, há muito que estamos anestesiados com o que acontece. Ninguém acorda mal disposto por ter ouvido dizer que morreram 200 pessoas num sismo na Babilónia ou que um ataque das forças rebeldes da Tchwmenésia matou 143 pessoas e feriu 500 ou que o Partido Dito Socialista atacou o Partido Dito Social-Democrata porque tinham combinado usar cuecas azuis e alguns dirigentes resolveram usar cuecas amarelas (quem não cuida da sua roupa arrisca-se a passar por estas vergonhas). A distância, a repetição e a impotência anestesiam.

Mas hoje houve uma noticia que me deixou particularmente mal disposto e com vontade de partir os óculos ou a prótese dentária aos fdp envolvidos.

Razão da revolta: Aumento dos combustíveis

Eh pá!!!!!!!! Como é que é possível que a Galp tenha resolvido aumentar os preços dos combustíveis quando o que todos estávamos à espera é que os preços voltassem a cair tal é o preço do petróleo? As desculpas apresentadas pelos fdp são várias, mas não me lixem com um F grande. Já chega!!!! Não somos assim tão parvos!!!! Fosga-se!!!

A revolta ainda é maior quando se sabe que é praticamente impossível contrariar esta corja.

Eles fazem o que querem e lhes apetece. Não dão a cara, compram o silêncio da comunicação com publicidade na mesma, fazem este aumento no dia em que o CR7 ganha o maior dos prémios, e não se ouve uma palavra do governo porque quanto maior o preço maior a quantidade de impostos que se arrecada e nunca se sabe quando é que um dos governantes não vai precisar de um tacho numa destas empresas (Fernando Gomes este teu camarada está solidário contigo. Eles foram maus para ti).

Os lixados com F grande são sempre os mesmos e os sem-vergonha-na-cara nunca são verdadeiramente incomodados. Dizem que é a lei do mercado, mas só se for do mercado do ouro negro.

Soluções para o problema não tenho porque não passo de mais um peão do tabuleiro (ai se eu mandasse!!!), mas gostaria de os ver a serem permanentemente incomodados pela mesma comunicação social que perde dias de emissão com a “Esmeralda”, que perde tanto tempo com os sindicados dos professores e as suas lutas estéreis, com o líder da CGTP, com as birras do Nuno Gomes e do seu depenado Benfica, e que perde tanto tempo com urbanices gays, com tiques pseudo-ambientais, com comida molecular e com o merd-set e com muitos políticos que não passam artistas de circo e telenovela (juro que não quero insultar ninguém do circo nem os actores e actoras das novelas). Bem sei que todos os meses cai-lhes na conta de um dos bancos (on-shore ou off-shore) um chorudo ordenado e que é que isso que lhes interessa, mas quem é que gosta de ser mordido por um mosquito?

Amanhã lá terei de dar de mamar ao Intermarché (que é muito mais barato que a Galp, Galp onde só volto a abastecer no dia em que voltarem a baixar os preços) e ao meu carro (que não tem culpa nenhuma disto), mas prometo chamar todos os nomes feios que me lembrar aos fdp que nos lixam com f grande e que eles nunca apareçam à minha frente porque sou capaz de lhes dizer umas coisas que nem muitos árbitros algumas vezes ouviram.

PS : este bocado de texto é para os motores de pesquisa apanharem mais facilmente este texto e mais gente apanhar esta cólica: Galp combustíveis ladroes psp gnr policia judiciaria bandidos gatunos aldrabões corrupcao trafico de influencia

Ontem, uma pequena noticia deu-me um momento de alegria e esperança, por mostrar que ainda há pessoas que continuam a zelar pelos bons costumes e moral de nós humanos, um aspecto muito importante já que, dia após dia, eu sinto que estamos a caminhar para o dia do julgamento final e, muito provavelmente, essa é a razão pela qual eu tenho tanta dificuldade em adormecer.

A alegria deu-se com a anunciação de uma versão do google para católicos. Sim, o mais conspurcado motor de pesquisa vai ter uma versão para católicos, iniciativa de alguns irmãos e gente de boa vontade que vai trabalhar no filtramento de tudo o que seja condenável, imoral, pecaminoso, quiçá, obsceno.

O objectivo do site é, e passo a (ex)citar, “é ser «o melhor modo de bons católicos navegarem na Internet», já que a página não apresenta sites pornográficos, por exemplo, dando mais visibilidade àquelas que estejam ligadas à Igreja Católica. Se o utilizador procurar por «sexo», por exemplo, o Catholic Google retorna com sites sobre a visão religiosa acerca das relações sexuais.”

Bem ditos sejam os homens de boa e elevada moral (não acredito que as mulheres trabalhem neste projecto. Afinal de contas, a missão delas é estarem na cozinha e só acederem ao google se tiverem alguma dúvida sobre como fazer Arroz de Pato, por exemplo, e mesmo nesses casos devem pedir ajuda ao esposo não vá o motor de pesquisa cair num site chinês e sabe-se como os chineses são uns depravados). Já sinto algum alivio… Nunca mais terei de ver imagens de mulheres nuas, a menos que se trate de alguma figura artística existente em alguma igreja do nosso mundo (nas nossas será um pouco mais difícil tal a quantidade de roubos que existem). Nunca mais terei de ler sobre os prazeres de uma relação sexual, até porque é difícil perceber como é que alguém consegue ter prazer numa coisa dessas sabendo que o Benfica está a fazer uma época como aquela a que temos assistido.

Também fico muito contente por a notícia referir que se procurar pela palavra “gay” (sim, é um termo muito popular entre os católicos) a pesquisa remete-nos “para a relação entre a homossexualidade e a Igreja”. Talvez venha a ser possível, finalmente, perceber porque razão tem havido, em alguns países deste mundo, tantos escândalos dentro da igreja. Ou será que dentro da igreja (dentro da igreja, salvo seja), só não são permitidas relações heterossexuais?

Sobre a pedofilia não é dito nada, mas se calhar é porque o manancial histórico de informação é tanto que é difícil arrancar desde já com esse item, até porque a igreja católica tem muito para dizer e mostrar.

Começar um novo ano com uma boa noticia é sempre uma forma de começar bem!

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