Nuno Lobo Antunes, quinto filho de um médico notável, irmão daqueles que muitos consideram o maior escritor português vivo e de outro que dizem ser o melhor neurocirurgião do país, publicou recentemente um livro intitulado Sinto Muito. A semana passada foi entrevistado pela Sábado e, aparte algumas afirmações que revelam um certo pedantismo, tive por diversas vezes vontade de sacar do lápis e sublinhar algumas das suas frases. Estes são só alguns exemplos:
Morte
“A morte é um adeus, e um adeus implica que se fique com a saudade, a memória de quem partiu. Só se pode encarar a morte como um desaparecimento parcial porque se salva o amor, os afectos. Há algo verdadeiro quando as pessoas dizem que só morremos quando morrerem todos aqueles que nos conheceram.”
Dor
“A dor tem de ser digerida, não a podemos guardar sem a transformar. Mas transformá-la em quê?”
Amor
“Para mim, a única coisa que não tem limite é o amor. Dignifica-nos, torna-nos bons. É a nossa medalha. Somos nós para além de nós”

1 comentário
Comentários feed para este artigo
Fevereiro 20, 2009 às 11:27 am
Conde de Messegães
O pior é quando o amor se transforma em dor e essa dor quase que mata!!
Mas os imortais, usam a dor para fazer mais um degrau de uma escada, que os leva mais alto e assim gritam ainda mais alto quanto amam. Até podem cair da escada, mas não deixarão de ser ouvidos.
O calcanhar de Aquiles dos duros é o amor, pelo menos foi o que o Aquiles me disse…
Aquiles!!! Até as tuas melhoras