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Lamento informar mas estou encerrado para obras. Só falta pintar por fora. Volto assim que a tinta secar.
P.S. Adorei os “silêncios” do brother Martini!

Nos idos e saudosos anos 90, tudo começava no “era uma vez” do saltitar das hormonas que levava a combinações de encontros nas bancadas dos campos das C+S, ou nos bancos do jardim municipal antes da partida da carreira.

Ali entre enzimas salivares descobriam-se mamilos e soltavam-se murmúrios imitados de uma qualquer novela em voga, transmitida pelo único canal estatal. Bonitas, feias, magras, obesas, ricas, pobres, urbanas, campestres, Anas, Carlas, Marias… Todas datadas e contabilizadas de Amor a Zanga.

E toda a minha gente ficava com a alma em festa! Mesmo o amigo feio do amigo bonito, que por honra e fidelidade, sacrificava-se à troca de mimos e carinhos com a amiga obesa da amiga popular.

Mas, após o encanto da juventude, eis que o aumento da esperança média de vida, associado ao medo da solidão e proporcinalmente directo ao número de sendas empreendidas, ao qual ainda adicionamos a fraca capacidade gestora de uma vida a dois conduziu a um mundo de silêncios.

Próximos de finalizar a primeira década, do esperançoso Século XXI, não conheço nenhum casal que não tenha medo dos silêncios. Dita a verdade que também não conheço muitos casais que se amem verdadeiramente!

O estar à mesa sem que seja proferida uma palavra, implica uma dúzia de inquirições no silêncio de si, e o amar é totalmente decifrado na primeira noite de devaneio sexual: Mais peito, menos peito… Mais pénis, menos pénis… Mais grito, menos grito… Mais cornudo, menos meretriz… e o código sexual oral, anal e vaginal logo se metamorfoseia num mais vale temporariamente mal acompanhado, do que enternamente só.

No entanto, como Deus é grande e piedoso concedeu aos humanos múltiplas criações para evitar outra dúzia de constrangimentos: O emprego, a televisão, os encontros com amigos, e os almoços domingueiros em casa de familiares.

No passado fim-de-semana, o “Augusto” Sócrates apresentou a sua moção ao congresso do Partido Socialista, a realizar no primeiro trimestre de 2009.

Ideias interessantes à parte, o emérito líder vai incluir na sua moção à questão do casamento de pessoas do mesmo sexo.

Os petizes socialistas vieram logo congratular-se com a inclusão, o que não é de estranhar, uma vez que esta tem sido uma “bandeira” (em alguns casos com pau) dos jovens rosas.

Proclamação: As juventudes partidárias são associações políticas inúteis, mas que têm poder de influência.

Os aprendizes de políticos vivem com os mesmos vícios dos mais velhos: lógica de poder, afastamento da realidade social e económica do país, muita parra e pouca uva, carreirismo, falta de experiência, muito voluntarismo verbal, falta de sustentabilidade no que é dito e exigido.

Não deixa de ser patético que a grande bandeira da JS seja, neste momento, e a titulo de exemplo, a questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, quando os jovens em Portugal sofrem com a falta de emprego, habitação, um ensino que muitas vezes pouco serve, falta de condições para casar, ter e educar filhos, ligações perigosas entre o estado e muitas corporações e um endividamento e decisões politicas que vão por todo o nosso futuro em causa – e em especial das gerações futuras.

Este desfasamento tem uma razão de ser: a grande maioria dos jovens políticos vive bem (graças aos pais e ainda bem para eles), é urbano, nunca teve de pagar contas – as dele e as de uma empresa ou instituição, vive numa realidade virtual, mas que acredita ser real.

Nos países nórdicos diz-se aos jovens: “Primeiro vai trabalhar e depois vêm para a política”.

Cá, neste canto à beira-mar encostado, muitos arriscam a ser deputados, ter lugares de destaque nas autarquias ou em organismos do estado, sem saber ler nem escrever (para utilizar uma expressão popular). O esforço e dedicação à causa tem de ser recompensado.

Infelizmente e para mal dos nossos pecados, estes vícios perduram no tempo e basta ver na classe politica actual o currículo de muita gente importante para perceber porque razão somos, quase sempre, mal governados. Muitos tornaram-se profissionais da política quando ainda mal “abriam os olhos”.

Registo de interesses: na minha mocidade ( “mocidade / mocidade /porque fugiste de mim?”) também fiz parte durante alguns anos (até ficar fora de prazo) duma juventude partidária. Participei em muitos congressos, convenções, colóquios, acções de formação, comícios, festas. Mea culpa!

Com frequência acordo a ouvir as notícias do mundo, do país e da nossa terra, quase sempre na rádio dos contribuintes.

É mais um vicio do que outra coisa. A experiência diz que podemos estar inúmeros dias, semanas sem saber o que se passa para concluirmos que, afinal, não se passa nada.

Por outro lado, há muito que estamos anestesiados com o que acontece. Ninguém acorda mal disposto por ter ouvido dizer que morreram 200 pessoas num sismo na Babilónia ou que um ataque das forças rebeldes da Tchwmenésia matou 143 pessoas e feriu 500 ou que o Partido Dito Socialista atacou o Partido Dito Social-Democrata porque tinham combinado usar cuecas azuis e alguns dirigentes resolveram usar cuecas amarelas (quem não cuida da sua roupa arrisca-se a passar por estas vergonhas). A distância, a repetição e a impotência anestesiam.

Mas hoje houve uma noticia que me deixou particularmente mal disposto e com vontade de partir os óculos ou a prótese dentária aos fdp envolvidos.

Razão da revolta: Aumento dos combustíveis

Eh pá!!!!!!!! Como é que é possível que a Galp tenha resolvido aumentar os preços dos combustíveis quando o que todos estávamos à espera é que os preços voltassem a cair tal é o preço do petróleo? As desculpas apresentadas pelos fdp são várias, mas não me lixem com um F grande. Já chega!!!! Não somos assim tão parvos!!!! Fosga-se!!!

A revolta ainda é maior quando se sabe que é praticamente impossível contrariar esta corja.

Eles fazem o que querem e lhes apetece. Não dão a cara, compram o silêncio da comunicação com publicidade na mesma, fazem este aumento no dia em que o CR7 ganha o maior dos prémios, e não se ouve uma palavra do governo porque quanto maior o preço maior a quantidade de impostos que se arrecada e nunca se sabe quando é que um dos governantes não vai precisar de um tacho numa destas empresas (Fernando Gomes este teu camarada está solidário contigo. Eles foram maus para ti).

Os lixados com F grande são sempre os mesmos e os sem-vergonha-na-cara nunca são verdadeiramente incomodados. Dizem que é a lei do mercado, mas só se for do mercado do ouro negro.

Soluções para o problema não tenho porque não passo de mais um peão do tabuleiro (ai se eu mandasse!!!), mas gostaria de os ver a serem permanentemente incomodados pela mesma comunicação social que perde dias de emissão com a “Esmeralda”, que perde tanto tempo com os sindicados dos professores e as suas lutas estéreis, com o líder da CGTP, com as birras do Nuno Gomes e do seu depenado Benfica, e que perde tanto tempo com urbanices gays, com tiques pseudo-ambientais, com comida molecular e com o merd-set e com muitos políticos que não passam artistas de circo e telenovela (juro que não quero insultar ninguém do circo nem os actores e actoras das novelas). Bem sei que todos os meses cai-lhes na conta de um dos bancos (on-shore ou off-shore) um chorudo ordenado e que é que isso que lhes interessa, mas quem é que gosta de ser mordido por um mosquito?

Amanhã lá terei de dar de mamar ao Intermarché (que é muito mais barato que a Galp, Galp onde só volto a abastecer no dia em que voltarem a baixar os preços) e ao meu carro (que não tem culpa nenhuma disto), mas prometo chamar todos os nomes feios que me lembrar aos fdp que nos lixam com f grande e que eles nunca apareçam à minha frente porque sou capaz de lhes dizer umas coisas que nem muitos árbitros algumas vezes ouviram.

PS : este bocado de texto é para os motores de pesquisa apanharem mais facilmente este texto e mais gente apanhar esta cólica: Galp combustíveis ladroes psp gnr policia judiciaria bandidos gatunos aldrabões corrupcao trafico de influencia

Ontem, uma pequena noticia deu-me um momento de alegria e esperança, por mostrar que ainda há pessoas que continuam a zelar pelos bons costumes e moral de nós humanos, um aspecto muito importante já que, dia após dia, eu sinto que estamos a caminhar para o dia do julgamento final e, muito provavelmente, essa é a razão pela qual eu tenho tanta dificuldade em adormecer.

A alegria deu-se com a anunciação de uma versão do google para católicos. Sim, o mais conspurcado motor de pesquisa vai ter uma versão para católicos, iniciativa de alguns irmãos e gente de boa vontade que vai trabalhar no filtramento de tudo o que seja condenável, imoral, pecaminoso, quiçá, obsceno.

O objectivo do site é, e passo a (ex)citar, “é ser «o melhor modo de bons católicos navegarem na Internet», já que a página não apresenta sites pornográficos, por exemplo, dando mais visibilidade àquelas que estejam ligadas à Igreja Católica. Se o utilizador procurar por «sexo», por exemplo, o Catholic Google retorna com sites sobre a visão religiosa acerca das relações sexuais.”

Bem ditos sejam os homens de boa e elevada moral (não acredito que as mulheres trabalhem neste projecto. Afinal de contas, a missão delas é estarem na cozinha e só acederem ao google se tiverem alguma dúvida sobre como fazer Arroz de Pato, por exemplo, e mesmo nesses casos devem pedir ajuda ao esposo não vá o motor de pesquisa cair num site chinês e sabe-se como os chineses são uns depravados). Já sinto algum alivio… Nunca mais terei de ver imagens de mulheres nuas, a menos que se trate de alguma figura artística existente em alguma igreja do nosso mundo (nas nossas será um pouco mais difícil tal a quantidade de roubos que existem). Nunca mais terei de ler sobre os prazeres de uma relação sexual, até porque é difícil perceber como é que alguém consegue ter prazer numa coisa dessas sabendo que o Benfica está a fazer uma época como aquela a que temos assistido.

Também fico muito contente por a notícia referir que se procurar pela palavra “gay” (sim, é um termo muito popular entre os católicos) a pesquisa remete-nos “para a relação entre a homossexualidade e a Igreja”. Talvez venha a ser possível, finalmente, perceber porque razão tem havido, em alguns países deste mundo, tantos escândalos dentro da igreja. Ou será que dentro da igreja (dentro da igreja, salvo seja), só não são permitidas relações heterossexuais?

Sobre a pedofilia não é dito nada, mas se calhar é porque o manancial histórico de informação é tanto que é difícil arrancar desde já com esse item, até porque a igreja católica tem muito para dizer e mostrar.

Começar um novo ano com uma boa noticia é sempre uma forma de começar bem!

Hoje foi dia de Reis … era bonito termos que dar presentes novamente a toda a gente … mas não no nosso País já não se liga nenhuma a este dia.

Mas eu achei que devia ligar e decidi que o jantar ia ser bacalhau cozido e não resisti a ir comprar um bolo rei … afinal é dia de comer bolo Rei … e como não tenho comido doces nenhuns (sim, sim …) lá fui em busca do tão apetecido …

Como somos poucos a jantar queria qualquer coisa pequena … o que nunca é tarefa fácil … fui ao Pingo Doce e lá estavam eles sem grande aspecto e do outro lado umas fatias já cortadas com ar deslavado e que eram de ontem … apesar de terem uma validade enorme … continuei a minha busca por algo melhor e decidi ir à pastelaria aqui do sítio e lá estavam os tentadores bolos mas em vez de serem rei eram rainha e lá vi um pequenote … o senão é que o pequenote apesar de pequenote era bastante caro 13,50€ – será que a crise ainda não chegou à pastelaria? Mas pronto lá trouxe o bolo afinal hoje é dia de Reis e deve-se comer bolo.

Lá comuniquei ao meu esposo que tinha comprado o bolito porque hoje era dia 6, e como eu previa o que me foi dito é que o bolo rei não é nada dietético (agora já há uns no Celeiro mas ainda são mais caros que os da pastelaria) …

Mas pronto depois disto tudo o que interessa é que comemos o bolito, não todo, embora não fosse muito fresco na minha opinião. O bacalhau estava melhor que o bolo. O meu filho resolveu não comer nem uma coisa nem outra, acho que está na idade de contrariar e decidiu que no dia de Reis se deve comer ananás, será por ter uma coroa?

E assim se passou mais um dia de Reis!

Devíamos começar a comemorar mais este dia, mesmo que sem presentes era mais uma oportunidade de nos juntarmos, nem que fosse para desfazer a árvore de Natal.

Após participação prolongada em presépio de renome internacional aqui estou eu! Directamente de Alenquer regresso com genica e espero a absolvição dos milhares de leitores que aguardavam a boa nova. Volto logo com mais substância pois o trabalho reclama o operário.

Caros amigos e leitores que continuaram a visitar este espaço, estou eu de volta. Outros afazeres não me permitiram dedicar tempo à escrita mas vou tentar retomar esta actividade.

 

Desde o dia 2 de Dezembro que não escrevo no MdP! Confesso que por falta de tempo e necessidade. Tempo porque a minha vida profissional nem sempre me possibilita fazer o que quero e necessidade porque tenho vivido bem disposto, admito que com alguma felicidade, o que não é fácil nos tempos que correm e, a quis egoisticamente guardar para mim!

 

Apresentada a justificação para a ausência e dirigindo-me à Mafalda gostaria de lhe dizer que ao outros ministros não lhes foi retirada a pasta e uma de três por ordem de probabilidades:

  • Ou foram contratados para um presépio de figuras vivas;
  • Ou estão infiltrados no Governo da Nação a tomar conta de pastas de importância vital para o país, como possam ser a da Educação;
  • Ou estão a antecipar as greves que ai vem no ano de 2009 como forma de contestar a crise que vivemos e que se irá agravar.

 

Eu cá acho que estão no presépio humano e o Vintage70 estará algures a fazer de menino Jesus com as costas encostadas á palha do seu berço e cheio de comichões nas ditas. A boa noticia é que hoje é dia de reis e o presépio pode destroçar porque só volta a ser necessário para o ano.

 

Posto isto e justificada a falta injustificada e ainda a surfar numa onda de boa disposição e felicidade resta-me desejar a todos um estupendo ano de 2009, bem como, uma maravilhoso resto de vida, ou seja, que todos os anos que ai vêm sejam melhores do que aqueles que lá vão. Para isso basta que nos anos novos não se cometam os mesmos dislates que se cometeram nos anos velhos.

 

Em breve estarei de volta… provavelmente hoje mesmo!

 

 

E depois de tanta azáfama, tudo termina e volta ao normal.

Depois de supermercados e lojas cheios de gente, produtos esgotados (este ano nem tanto), desespero para escolher presentes adequados especialmente no preço, casas cheias de familiares e amigos, trânsito, stress de escolher uma festa de passagem de ano agradável, curiosidade para abrir presentes, entusiasmo das crianças … tudo termina num ápice.

E ainda bem, porque se tivessemos que viver muito mais tempo em festa seria de certeza complicado, os médicos de férias, os supermercados desfalcados, lojas fechadas para descanso no dia 26, muita gente de férias, demasiadas pessoas nos centros comerciais, as pessoas sem vontade de trabalhar (não só na época festiva, mas nesta deve ser pior), etc.

Mas por fim tudo acalma e sem nos apercebermos estamos num novo Ano com os desejos formulados e pedidos ao engolir de cada passa e das doze badaladas, renova-se a esperança de que tudo irá correr melhor, desta vez, e se ainda não for desta para o ano pedimos novamente, porque a esperança é a última a morrer.

Para todos (e para mim) desejo um ano cheio de tudo o que mais quiserem!

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