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Hoje ao conversar com uma senhora que tem os seus filhos no mesmo infantário do ginásio que eu, perguntei-lhe o que ela achava da nova senhora que toma conta das crianças, que é completamente diferente da anterior, como alguém disse “a outra era educadora de infância e esta é uma educadora infantil, com perfil para tomar conta de crianças de 20 anos”; ao que ela respondeu no seu brasileiro “Podia ser pior”
É bem verdade podemos sempre ver as coisas dos dois lados, pode ser melhor ou pode ser pior. Se calhar é mais fácil encarar as coisas desta forma …
Eu por mim neste caso preferia que fosse melhor e que funcionasse mais as qualidades do trabalhador em vez das cunhas ou do aspecto físico.
Estava a ver se encontrava uma aliada para reforçar a minha ideia de que a senhora actual não era grande coisa mas parece que não encontrei.
E depois lá insisti que a outra era muito mais cuidadosa que via as fraldas e ela lá concordou que realmente sempre que ela muda a fralda o trabalho fica muito mal feito … mas pronto … podia ser pior …
Eu não me consigo conformar com esta maneira de ver as coisas, mas se calhar é melhor assim para não se arranjarem conflitos.
Hoje em dia vivemos atafulhados em papeis, queremos e precisamos de informação em qualquer lado, a qualquer hora, sem resmas de papeis atrás, pcs ou outros equipamentos electrónicos. Precisamos de comunicar, muitas vezes olhos nos olhos com quem está no outro lado. Precisamos de nos divertirmos e descansar a cabeça sem carregarmos livros, sem ter que ligar uma tv, dvd e mais não sei o quê.
O prometido papel electrónico é cada vez mais uma necessidade (até ambiental), que ainda não é uma realidade. Apenas uma experiência.
Um folha de “papel” que se dobra, como qualquer papel, onde podemos ler, ver, escrever, falar e apagar e que, no fundo, não será mais do que um ecrã com acesso à internet, seja para ir buscar informação pessoal, comprarmos um e-book, fazermos o download de um filme ou simplesmente dobrar, meter no bolso e ficarmos a contemplar o pôr-do-sol à beira-mar, que isso ninguém consegue fazer tão bem quando o criador fez!
Acometido por uma brutal falta de inspiração e imbuído da obrigação de apresentar os temas para o mês que vai entrar subscrevo-me com os melhores cumprimentos a todos os meus companheiros de jornada e a todos aqueles que nos vão lendo, encontrem ou não algum sentido nos nossos escritos!
1ª Quarta-feira
Dicotomias: O céu e o inferno, par ou impar, branco e negro, homem ou mulher…
2ª Quarta-feira
Dúvida: o que é que ando aqui a fazer?
3ª Quarta-feira
Aventura: vou ali e já venho… isto se me apetecer regressar!
4ª Quarta-feira
Futuro: como é que posso fazer o mundo melhor agora que o conheço porque fui ali e sei que pelo menos há 7 pecados mortais?!
As recentes experiências do homem pássaro, o suiço Yves Rossy, mostram que o sonho de voar está mais próximo, e que deixará de ser um assunto reservado aos amantes de ficção cientifica. A possibilidade de viajarmos pelo ar, sem necessidade de termos um avião, evitando estradas, as confusões de trânsito e não estando tão sujeitos acidentes será possível mais depressa do que pensamos (só precisaremos de ter cuidado com os cabos de alta tensão ou não chocar contra outro homem pássaro).
Eu compro um veiculo desses. Poder viajar sem estar limitado por estradas de alcatrão, poder sobrevoar caminhos diferentes todos os dias, viajar mais longe em menos tempo. Um verdadeiro sonho!
Já faltou mais para que isso aconteça. Espero ansiosamente que isso aconteça. Até lá, resta-nos continuar a sonhar!
Amanhã é dia de somar mais um
Aos 12 que já lá vão
6 à experiência
7 efectivos
E quase 2 com mais alguém
Tanta coisa que passou
E o que estará para se passar?
Do que para trás fica, deve-se recordar o bom
E tentar esquecer o mau
Que tal aproveitar e comemorar?
Mesmo que não seja nada de especial o importante é a disposição
O jantar está combinado
O espectáculo na CM não me parece…
No final o mais relevante será a vontade de continuar
A somar
Com felicidade, saúde, dinheiro e muito …
AMOR
Por vezes passeio pelos templos culturais da modernidade como são o Centro Cultural de Belém ou a Casa da Música, para dar exemplos de alguns construídos com o engenho de políticos geniais e fundos públicos que parecem infinitos ou por casas como a de Serralves e outras galerias de arte promovidas por mecenas que nunca sabemos bem onde vão buscar os fundos, mas que quase me atrevo a dizer que ao erário público dado que tais benesses são dedutíveis para efeitos fiscais em nome da cultura, enriquecendo assim o património de quem as promove.
Ora eu não tenho nada contra a cultura nem contra o mecenato, antes pelo contrário. Sou um fervoroso adepto da disseminação do saber, do conhecimento e do gosto, o que não compreendo muitas vezes é o comportamento dos portugueses em relação a este tema e a forma como se movimentam estas pertenças elites culturais.
Ora, hoje ao passear nas ruas da cidade invicta verifiquei que amanhã à noite há um concerto na casa da música de uma artista que não direi o nome porque não o conheço e que se ouvir até sou capaz de gostar mas que está descrito da seguinte forma: “tons quentes do pop, funk, hip-hop e afrobeat envolvidos por uma voz 100% soul”… não vou apontar contradições e espero que a senhora também faça o pino e assobie, assim o espectáculo será seguramente completo e a intelectualidade musical suspirará extasiada com tal mescla de tendências, culturas e malabarismos (tudo isto por 22€), que é como quem diz 5% do salário mínimo nacional mensal que o nosso primeiro ministro acaba de anunciar para o ano de 2009! Mas o que mais me cria dúvidas não é isso. O que me apoquenta é o facto de que no dia seguinte ao espectáculo promovido num dos baluartes da cultura nacional a mesma artista repita o show no LUX – FRÁGIL em Lisboa, que mais não é que um centro de diversão nocturna. Não sei quanto custa o bilhete, espero como pouco que seja mais caro, dado que, é uma organização privada, feita num recinto privado (i.e.: nunca foi financiado pelo estado) e que terá que repartir os custos de trazer esta artista ao nosso país e obter benefício. Em qualquer caso o público será diferente e assistirá ao espectáculo de copo na mão em vez de sentados a ouvir tudo aquilo que caracteriza a música desta intérprete.
Ainda pensamos ir ver o espectáculo, mas optamos por não o fazer. Fiquei no entanto curioso para ouvir e para saber o preço da entrada no LUX.
N.B.: divirto-me ao ver o ar compenetrado de muitos dos portugueses que visitam estes espaços que contrasta claramente com o ar descontraído dos estrangeiros que o fazem. Porque será? Será por terem consciência dos custos de construção destes espaços!
Correndo claramente o risco de pecar por demasiado ambicioso, egocêntrico e com tendência a desejar o impossível, atrevo-me a dizer que é difícil listar todas as coisas que me fazem falta e não há, sendo certo que tudo aquilo que de forma razoável poderia desejar tenho conseguido obter.
i. Uma coisa que me faz falta e não há é uma lâmpada mágica com um génio capaz de satisfazer alguns dos meus desejos de moldar o mundo. Ou melhor, um botão mágico que no qual eu carregasse e o meu pensamento se concretizasse sempre e quando o mesmo não se sobrepusesse ao bem-estar de todos à velocidade que acendemos uma luz quando chegamos a casa.
ii. Outra coisa que me faz falta é pacotes de capacidade de abstracção. Gostaria de ser capaz de não estar sistematicamente a pensar. Gostava de dar descanso à minha mente ou pelo menos gostaria de acreditar que isso é possível e como tal passível de ser alcançado; Será que há disto à venda nalguma loja?
iii. Faz-me falta que acrescentem à gama de produtos da loja referida no ponto anterior pacotes de paciência, ponderação e razoabilidade. Assim sendo, quando carregasse no botão e o desejo não se concretizasse voltaria a formula-lo de forma diferente sem me irritar ou aborrecer.
iv. Um mundo mais tranquilo, menos pretensioso e mais saudável no qual todos pudessem viver felizes, com paz, pão, educação e liberdade.
v. Um concurso de beleza que eu pudesse ganhar para fazer um discurso no qual incluísse a frase anterior…
Na verdade existem é muitas coisas que não me fazem falta nenhuma e existem por ai a rodos… essa era uma lista fácil.
A verdade é que não voltarão a falar!
Ele nunca conseguiu explicar o que queria, porque provavelmente no seu intimo desejava o que ela intuía e que não estava disposta a aceitar.
Ela nunca anuiria nas pretensões por ele demonstradas porque temia não ser capaz de lidar com um mundo novo de sentimentos e sensações que jamais poderiam ser vividos na sua plenitude!
Assim sendo o conjunto nunca poderia existir, dois nunca poderiam ser um! A amizade não poderia ser mais do que um objectivo inalcançável e o amor nem uma sombra chegava a ser.
No fundo ele só queria companhia, era ela que queria mais! Queria o que ele nunca lhe poderia dar e por isso tão pouco o queria com ele.
É por isso que não vai ficar nada para contar… talvez uma ou outra gargalhada, talvez um ou outro sorriso mais sincero esboçado num momento de franqueza… nada suficientemente relevante para ele desejar que o tempo volte para trás para poder cometer os mesmos erros ainda que de forma diferente.
Assim se perdem amizades que não se chegam a construir. Assim se constroem vazios que nunca chegam a existir. Assim não se desculpam desconsiderações que realmente não ofenderam mas que magoaram quem as sentiu.
Será possível construir um vácuo de sentimentos deixando por ocupar um dos quartos do coração? Creio que todos o fazem e que todos escondem esse fosso de forma mais ou menos velada! Ninguém expõe o sofrimento.
Conto – Insanidades Expostas
Ontem a franqueza e a fraqueza das almas atormentadas foi-me exposta na pessoa de um senhor que sem me conhecer chorou o seu destino à minha frente.
A filha que sempre protegera abandonou o seu marido e filhos menores em nome de uma paixão que a cegou. Vis paixões que nos cortam a razão e nos obrigam a agir como loucos ou como seres irracionais!
Passado pouco tempo quis a desgraça que tal parelha de apaixonados tivesse um acidente. Desse acidente resultou um paraplégico e uma paixão destroçada… nunca mais ela o viu. Foi ela a abandonada. Sentiu na pele o castigo divino. A resposta às preces daqueles que a amaram e que ao serem abandonados por ela não resistiram ao rogar de pragas e desejos de má fortuna.
Mas os abandonados e a estropiada eram família e a família acolhe sempre. Trataram aquela que um dia foi verdadeiramente bela, recuperaram tudo o que podiam daquela carcaça meio morte para manter viva a sua alma. Trataram os seus filhos pois eram seus avós.
Retomada a consciência da vida e do estado em que se encontrava foi tolhida pela loucura e voltou a abandonar tudo e todos. Refugiou-se nos seus pensamentos, local onde ninguém consegue chegar. Deixou de se relacionar com os que depois de abandonados a voltaram a acolher. Voltou a abandoná-los
A mãe ajudou como pode. As mães sentem e sofrem de forma diferente.
O pai sofreu em surdina. Os pais têm dificuldade em expor sentimentos e preferem guardar mágoas dentro do coração.
No desabafo chorou e depois sorriu. Afinal estava vivo. O seu coração não explodiu e a sua alma aguentou. Está motivado para viver e acredito que vai conseguir voltar a unir a família. Quase que chorava com ele, mas eu não choro! Ouvi como acho que poucas vezes ouço e fui capaz de escutar o silvar do sofrimento alheio tendo sido solidário no sofrimento desta alma.
À noite, sozinho em casa, apercebi-me de que não tive a quem contar este conto.
Mais uma vez tive oportunidade de visitar a capital de Espanha – Madrid, e de estar algum tempo por minha conta e risco e outro tempo já estabelecido por outrem.
O tempo que tenho por minha conta e risco é sempre uma aventura, porque Madrid é uma cidade muito grande e como se fica sempre em hotéis diferentes se quisermos passear pelas ruas tem que se ter espírito de aventura, porque há sempre o risco de nos perdermos ou de nos metermos num bairro pouco aconselhado.
Mal saímos do táxi ao pé do hotel, sabem o que estava do outro lado da rua? Não era nenhum monumento, era nem nada menos nem nada mais que um Alcampo (o nosso Jumbo) … sem comentários …
Desta vez foi diferente não estava sozinha tinha o meu filho comigo, mas como ele adormeceu durante o passeio não aproveitou muito na parte da manhã, o que me obrigou a voltar a um sítio que achei que ele ia gostar durante a tarde.
Lá comecei a andar, e pensei se eu não virar para nenhum lado e for sempre em frente é impossível perder-me e assim fui andei, andei, andei por aqui se pode ver que a cidade é mesmo grande acho que podia estar imenso tempo a andar sem virar para nenhum lado, primeiro passei por ruas com lojas bastante movimentadas, depois cheguei a uma parte mais isolada mas resolvi arriscar e ir um bocadinho mais para frente com a esperança de encontrar algo interessante quiçá um Corte Inglês (a Loja da Chanel ou da LV, já disse noutros posts que gosto muito de compras), mas não encontrei nada disto, encontrei antes um jardim muito bonito no meio da cidade com um parque infantil que o meu filho adorou, por isso voltei lá à tarde para ele brincar e ele gostou mesmo, num parque vazio só com 2 crianças conseguiam sempre querer o mesmo baloiço ou equipamento … extraordinário. O Pai do “espanholito” deve ter ficado a pensar “coitadita a Mãe daquela criança é muda e só se ri”.
Como o Pedro continuava a dormir decidi voltar para trás e antes de chegar ao hotel virar para outro lado encontrei uns túneis para uma via rápida, voltei para trás e ao longe vi um edifício que dizia Eurobilding, pareceu-me familiar seria a famosa avenida castelhana? E lá fui eu investigar, mas não é que desisti quando estava quase a chegar? Com que pena fiquei podia ter ido a um belo Corte Inglês, mas para a outra vez tenho que me informar antes de me meter a caminho. Para mim já nem foi nada mau arrisquei bastante em São Paulo nem consegui meter um pé fora do hotel faltou-me coragem.
Almoçamos num Mac Donalds, lá consegui explicar à senhora que não queria molho nos hambúrgueres, nem sei como … tenho a dizer que o Mac Donalds lá é mais caro que cá.
Depois à noite lá começou o tempo definido por outras pessoas primeiro tive que deixar o meu filho na casa de uns espanhóis, saímos de repente acho que ele nem se apercebeu que tínhamos saído, mas quando voltámos lá no domingo ele não me largava a mão como que a pensar que se me largasse eu o ia deixar ali outra vez. Ninguém me conseguiu explicar se ele tinha chorado ou não …
Fomos então para o jantar no melhor restaurante de Madrid – SantCeloni, o jantar foi daqueles em que nos trazem quantidades minúsculas de comida de cada vez e que no final estamos completamente empanturrados, como chegámos tarde já lá estavam quase todos uma coisa que eu “adoro” porque se tem que andar a dar beijos a toda a gente, e depois é muito irritante toda a gente a dizer o meu nome e eu a não saber a maior parte dos nomes dos presentes … e quando me começam a fazer perguntas em espanhol? Socorro … eu não sei falar espanhol …
Depois a distribuição dos assentos … também muito giro … ter que ficar longe do meu companheiro … que giro adoro estas coisas … então meteram-me no meio (ordem Homem, mulher, homem, etc.) de um espanhol velho e de um português fala barato com a mania que é bom … um bom lugar. O jantar foi bom fui ouvindo as conversas e se não fosse o meu amigo português ia comendo carne crua … depois percebi o truque dele queria comer a minha parte. De seguida fomos para umas discoteca bastante horrorosa espanhola, cheia de fumo, a atirarem beatas para a carpete (bastante seguro) e com imensa música espanhola lá me fui abanando porque era o que todos faziam … o meu companheiro que detesta dançar (ou detestava?) ainda se fartou de dançar talvez tenha encontrado mais uma forma de fazer exercício físico, mas assim não sei se vai perder muitas calorias.
O dia seguinte foi composto por mais um passeio pedestre e por um almoço tardíssimo, é que os espanhóis gostam de almoçar muito tarde, da parte da tarde fiquei cheia de dor de ouvidos o que vim mais tarde a descobrir era uma otite e não consegui cumprir com as minhas tarefas de esposa boa acompanhante, o que estragou um bocadinho a noite e o dia seguinte.
Ao outro dia os espanhóis conseguiram encurtar bastante uma coisa que eu gosto de fazer com tempo a tão esperada visita ao Free shop … é verdade foi uma correria mais uma vez porque os espanhóis gostam de almoçar tarde. Mas o almoço foi bom as pessoas eram bastante simpáticas, a senhora é uma artista cozinheira ia a cozinha no meio do almoço e preparava mais qualquer coisa.
A viagem de regresso ajudou a rebentar-me ainda mais com os ouvidos … conselho não andem de avião constipados … é de morrer não há pastilhas que nos salvem de chegarmos completamente surdos …
E assim se passaram mais uns dias por Madrid.

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