You are currently browsing the monthly archive for Setembro, 2008.

Existem muitas expressões em Portugal, e seguramente fora deste quintal, que falam nas mudanças de idade, nas degradações físicas, mentais e psicológicas, mas também há muitas para dizer o contrário, elogiar essa evolução. Tudo somado temos 100% de hipóteses de dizer uma coisa e o seu contrário: “Quanto mais velho melhor”, “A idade é um posto”, “Já tens idade para ter juízo”, “De pequenino se torce o pepino”, “Burro velho não aprende línguas”, eticeteras, eticeteras.

Vamos a inzemplus:
Quando eu era pequenino, e praticava futebol, fazia-me confusão quando um jogador anunciava o fim de carreira. Fim de carreira? Mas porquê? Já não lhe apetece jogar mais um ano? Já está rico?

Já passaram 2 dúzias de anos + IVA desde esses tempos e hoje quando jogo futebol é rara a vez que não fico com uma dor qualquer, para além da capacidade de mobilidade ter diminuido de forma significativa. Até fico com pena de mim! Já são poucas vezes as que aceito jogar porque já sei que a forma é má e a probabilidade de aleijar-me é muita. E se eu adoro jogar futebol… Ainda não anunciei o fim de carreira para não dar parte de fraco!

Também me deixei de noitadas, porque, por um lado, já ninguém da minha idade faz noitadas e porque, por outro lado, no dia seguinte… parece que levei uma tareia de um gang qualquer! O corpo recupera, claro, leva é uns dias e não umas horas. Quando se era menino e moço nem se pensava nisso. Quanto mais melhor e dormir dormia-se a caminho da escola/universidade ou faltava-se às aulas. Actualmente, pensar em que se vai para a caminha tarde já faz pensar, duas ou três vezes, se dizemos que sim a um qualquer convite, até porque faltar ao trabalho dá muito mais trabalho (ou menos, se fizermos isso muitas vezes).

E viajar a dormir mal e a comer mal e porcamente? O que interessava era pegar no saco e ir para longe, porque o resto via-se no momento da verdade e quando pior se dormisse e comesse maior e melhor era a história que se tinha para contar. Hoje… a paciência para essas aventuras já não é tão grande. Porque, por um lado, a carteira tem mais dinheiro, por outro é o próprio corpinho que pede uma cama em condições senão no dia a seguir faz greve de zelo e só funciona com os serviços minimos.

Quando os meus pais convidavam os meus avós para ir a qualquer lado, muitas vezes eles diziam que queriam ficar sossegados a descansar. Descansar, descansar do quê? Pensava eu…

O tempo molda os nossos conhecimentos, o nosso corpo e a nossa realidade.

Mas ser mais velho tem outras vantagens. Perdemos menos tempo com futilidades e com stresses inúteis, temos mais algum dinheiro na carteira para fazer coisas que gostamos e valorizamos mais as pequenas coisas da vida.

E há sempre boas alternativas para aquilo que já não é tão fácil. Não se tem tanto gozo a jogar futebol? Fazem-se outro tipo de desportos igualmente prezenteiros.

Não se fazem noitadas? Não há problema. Já sabemos que não vamos conquistar metade da discoteca, mas sabemos que podemos ir jantar com amigos a um local especial, sem pressas, sem barulho e longe da confusão.

É tudo uma questão de adaptar a vida à realidade. Todas as idades são boas para sermos felizes, basta estarmos atentos, despertos e acreditar que o elixir da eterna juventude está na nossa cabeça e não no nosso corpo.

Adenda: Ontem no supermercado ouvi mais uma expressão que se enquadra neste texto “Velhos são os trapos”

A quem interessar, junto informo quais os temas seleccionados para o mês que se apróxima. Com o 5 de Outubro como pano de fundo…:

- Momento de Revolução: 5 revoluções que fazia a mim próprio

- Momento de Tensão: 5 coisas que me fazem perder a cabeça

- Momento da Fraqueza: 5 coisas que nunca devia ter feito na vida

- Momento de Inspiração: 5 coisas que me fazem falta e não há!

“Peço perdão a todas as musas que amei e a quem fingi não amar,
e a todas que amei e a quem só dei desgostos.

Peço misericórdia à minha filha por nunca lhe dizer que a amava,
e à mãe por ter amado e não lhe ter dito.

Aos meus pais por não ter sido o príncipe merecido,
aos meus amigos por não ter estado presente nos momentos certos.

Aos meus irmãos mais novos, peço desculpa por nunca vos ter ensinado nada
e tão pouco vou ter protegido em momentos de aflição.

Peço ainda misericórdia divina aos deuses por não ter sido um santo,
aos meus companheiros por muitas vezes lhes ter dado desprezo.

Peço ainda desculpa aos que apostaram em mim e perderam duplamente,
e a mim por não ter sido quem devia ter sido, apesar de o prometer tantas vezes.

Peço desculpa ao mundo por ter feito muito pouco por ele.

Peço finalmente desculpa ao mar por aqui morrer, mas melhor sitio não havia, diria eu,
porque é grande, tão grande quanto a minha insignificância!

O que levo desta vida.. é a roupa que me pesa!”

* morreu ao largo do capo espichel, no dia 27 de Setembro de 1708, e a sua dor era tanta que o seu relato foi ouvido a km de distância

Vamos lá então falar de dores… não de alma, não de corno, nem daquelas que resultam de algum golpe no baixo-ventre! Vamos falar de dores nos artelhos… coisa da qual não percebo nada mas que espero vir a sentir. Não porque a dor me provoque prazer (!) mas porque creio ser necessário experimentar tudo (ou quase!) para sentirmos essas dores! Elas chegam com a idade e eu ainda sou jovem.

 

Ora, neste momento aqueles que já cativei com os meus escritos já perceberam que isto não vai levar a nenhum lado… por isso terei que recomeçar!

 

Enquanto escrevo estas linhas estou a bordo de um A320-100 a caminho dos Açores, São Miguel, Ponta Delgada!

 

Caro leitor, o que vos vou relatar aconteceu, é real e é dos momentos mais caricatos que vivi até hoje apesar de ser simples… vou seguramente contar esta história milhentas vezes… a mesma vai evoluir e ficar mais rica! Serei sempre o protagonista deste conto que irei desenvolver… Caros amigos, a verdade é que não sabia a resposta à questão que coloquei. Sabia simplesmente que ia para o Açores com mais umas dezenas de almas com quem partilhava o voo.

 

Chamei a hospedeira e disse-lhe: Vou fazer-lhe a pergunta que penso ser a mais estranha que alguma vez alguém lhe fez nestas circunstâncias. Diga-me? – Replicou de forma defensiva e assustada. Pode-me dizer qual é o nosso destino?

Acho que quase desmaiou. Como é que alguém que está dentro de um avião não sabe para onde vai… Queridos amigos, porque o cansaço é tremendo, porque por vezes actuamos instintivamente e porque quando se está dentro de uma avião isso não interessa para nada… Quem é que em pleno juízo se lembraria de colocar tal pergunta, deve ter pensado…

 

Quando formulei a pergunta estava a ouvir uma música chamada “Getting away with it all messed up” e a verdade é que faltava uma hora para terminar o voo e desde que coloquei a questão até que sai de dentro do avião todos os assistentes de bordo olharam para mim de forma estranha… É louco devem ter pensado! A confusão na cabeça daqueles seres era alguma! Eu ria internamente com a situação que lhes criara. Sã alienação que me possibilita jogar com os outros de forma a estudar-lhes as reacções e a melhor avaliar as almas que me rodeiam.

 

Não, não me doem os artelhos e por isso não quero que volte a mocidade. Se ela voltasse cometeria exactamente os mesmos erros, simplesmente o faria com mais estilo!

 

Se eu estivesse num qualquer café ou restaurante e tivesse perguntado à mesma pessoa qual era o nosso destino, no mesmo tom, com a mesma voz e olhar será que achariam a pergunta estranha? Não me parece, provavelmente dissertaria sobre os sonhos e os anseios que tem, provavelmente até que me doessem os artelhos.

 

Serão dores nos artelhos artroses nos joelhos?

Num momento de sofrimento profundo por pensar que a vida lhe tinha voltado as costas, rodeado dos poucos amigos que fez durante a sua existência como consequência do seu comportamento arrogante e sistemática afirmação de poder, certa pessoa desabafou: Vós sois os meus amigos! Adoro-vos porque reúnem as qualidades que eu defini como aquelas que aprecio nas pessoas: Inteligência, confiança e bondade… Todos e cada um de vós me demonstrou possuir estes atributos e são para mim um exemplo… Frui da vossa forma de ser sempre que tive um momento de fraqueza e necessito que me ajudem agora… Os que ouviram tal confissão afastaram-se por momentos. Ao voltar disseram: Queremos que saibas que foste tido, até hoje, como um exemplo pela força que patenteaste. Queremos que saibas que nos nossos maus momentos olhamos para ti e sentimos que era possível fazer mais e melhor. Queremos que saibas que não somos capazes de aceitar fraqueza na tua pessoa… Agora que nos pedes ajuda e nos confessas fraqueza não te podemos auxiliar porque tu não és quem nós conhecemos….

 

Moral da história: devemos sempre aparecer como somos… porque os outros nem sempre vêem o nosso verdadeiro ser!

Os jogos olímpicos 2008 já fazem parte da história.

Os chineses fizeram história, mas a história portuguesa repetiu-se. Excelentes resultados (que confirmam algumas excepções do desporto português), sonhos desfeitos, medalhas perdidas e a tradicional algazarra.

Sonhar não custa, mas a realidade do desporto português é tão pesada que não dá para tirar os pés do chão.

À falta de melhor, à falta de incêndios, o home lusitanus, despejou todas as suas habituais frustrações em meia dúzia de desgraçados que concretizaram o sonho e por mérito próprio foram até à China.

Fomos nós que pagámos? Sim, é verdade, mas também fomos nós que pagámos os estádios de futebol que estão permanente ocupados por cardumes de moscas, não é verdade? Os responsáveis não ouviram nem foram chateados tanto como os nossos olímpicos.

A verdade é que uns sonharam ir a Pequim, os outros passam férias em sitios exóticos e não tiveram que aturar a comunicação infernal.

Já não há moleirinha que aguente tanto fel e tanta justiça popular, seja feita à mesa do café ou na imprensa.

Aos profissionais da má língua digo que façam alguma coisinha de jeito pela vida, qualquer coisa de diferente, ousem arriscar e dar a cara. Desliguem a TV, dêem descanço ao sofá, deixem-no respirar.

Dar à língua não custa nada, basta abrir a boca.

Correr e dar à língua já custa um pouco mais.

Nadar e dar à língua… bom, experimentem e vejam o resultado. Muitos são capazes de ter uma surpresa!

Mas também tenho um lamento a fazer: Pena que o lingismo ainda não seja modalidade olímpica. Não faltariam pessoas a cumprir os mínimos e Portugal seria um forte candidato a obter a 3 medalhas. Até o comandante Vicente poderia participar!

PS: Este texto foi escrito sentado numa esplanada naquela que foi a primeira capital do reino e é uma das mais bem preservadas cidades da república. Raramente me sento numa esplanada, porque o espaço envolvente deixa muitas vezes a desejar, mas aqui o dificil é escolher!

Acredito cada vez menos nas empatias à primeira vista ao mesmo tempo que vou desconfiando menos daqueles que contacto pela primeira vez.

Há pessoas que nos conseguem surpreender de uma forma extraordinária mostrando-se o oposto daquela que foi a ideia nascida dos primeiros contactos. Que mais surpresas me reservam aqueles que já conheço e aqueles que vou descobrir. É no entanto verdade caros amigos que esse extraordinário não tem que ser necessariamente positivo e não são poucas as vezes em que é realmente negativo.

Efectivamente há que ter paciência e tempo para desenvolver relações, sejam elas de que tipo for. Ainda bem que por vezes nos lembramos ou há quem nos lembre isso.

Pertenciosos aqueles que se julgam capazes de em pouco tempo defenir traços de personalidade de alguém. Equivicam-se tantas vezes e teimam em continuar a julgar.

Caros amigos, ontem disseram-me que sonhar não paga impostos, expressão que há muito se escuta e que é utilizada até à exaustão… respondi a quem me o disse ontem que iria escrever sobre isso. Hoje, num registo que tento que seja pragmático apetece-me dizer que não paga impostos porque não gera riqueza, logo o bem estar que resulta dos sonhos tende a ser falso apesar de poder induzir em conquista.

Isso não significa que não se deva sonhar… sonhar não deixa de ser o melhor escape para as almas que povoam este mundo!

Continua a sonhar e a lutar pelos teus objectivos com a convicção que já demostraste ter e verás que mais tarde ou mais cedo o teu esforço será recompensado e o teu sonho será outro…

A festa de casamento é por norma uma boa seca, toda a gente sabe que é uma seca e ainda ninguem conseguiu inventar um sistema que funcione melhor, até porque neste tipo de festas não há muito espaço para experiências. Uma experiência mal sucedida é uma vergonha para a familia, num país tradicional, pouco dado à criatividade e sempre pronto para dizer mal de tudo e de todos.

Começa com o que se pode e deve vestir. Ir de calções ou calças normais e t-shirt parece mal, mesmo que estejam 40º graus. Quem é que não gosta de uma boa sauna? Ir sem gravata também é uma ousadia, mas, nos tempos que correm, até os cozinheiros do McDonalds usam gravata. Nunca fui muito adepto de imitações.

A missa…  já fui a mais casamentos do que a missas de casamento! Os padres são chatos, enfadonhos e juízes numa instituição que vende moral à pazada, mas que faz jus ao ditado “em casa de padre raramente falta madre!”. Raras, também, são as vezes em que um padre une os casadoiros não apontando o dedo do diabo e limitando-se a proferir os alertas que são de bom-tom fazer. O dia de casamento deve ser uma festa, já basta o que vem a seguir. Ao padre do último casório, mal lhe vi a cor, mas o coro parece que esteve muito bem. Do mal, o menos. Música por música, que seja bem cantada.

Finda a missa, a romaria segue para o local do repasto e das fotos, que também são sempre obrigatórias. Depois de quase 2 horas entre o início da missa e a chegada à “Quinta”, os convidados atacam tudo o que tenha ar de comida, e esperam ansiosamente pelo momento das fotos para que possam, logo de seguida, desapertar o nó que lhes aperta o pescoço!

As fotos… primeira parte… familia, amigos, e outro tipo de convidados. Depois, o momento em que os noivos tiram todo o tipo de fotos, embalados que estão pela música do fotógrafo. Junto a uma árvore, junto ao ribeiro, junto a uma varanda, a olhar mais para a esquerda, mais para a direita, mais para baixo, mais para cima… ao fim de 1h30 todos os convidados começam a rosnar, mas ninguém levanta a voz!! Hoje é dia de aguentar tudo estoicamente. Os amigos casadoiros merecem e dias não são dias, como se diz no Algarve. Quando as fotos… uma recôndida gaveta espera por elas.

Depois do fotografo ficar exausto, toca o badalo e todos correm para as mesas, na esperança que não ficar na mesma mesa que a melga sarnosa que quando era mais novo já era uma besta-quadrada ou na esperança que todas moças giras fiquem à sua beira. Como sempre, quem organizou as mesas não é benevolo comigo!

Os pratos sucedem-se, as criticas, as conversas de circunstância também e nunca mais abre o buffet. Ponto de ordem na mesa: Porquê é que temos de comer tudo aquilo que não nos apetece quando o buffet está mesmo ali ao lado, cheio de doces, queijos, enchidos, marisco? A penitência continua… tragam o padre de volta! Eu confesso tudo!

Ao fim do terceiro prato o estomâgo está atolado, e a já se ouvem os primeiros acordes da música… a festa vai ganhar outra dimensão. Vivà música, vivá dança, viváos noivos!! “E quem não salta ou dança, é porque só veio para encher a pança!”, lá diz o ditado. As gravatas voam, as mangas arregaçam-se e vêem-se os primeiros cabelos do peito de alguma boa gente!

O buffet finalmente abre, os olhos bem querem, mas o estomâgo está fechado para obras!

Aos poucos os convidados debandam, uns pelos filhos, outros porque dizem que é pelos filhos, outros porque já antes de chegarem já queriam ir embora e outros porque o sofá e comando da tv clamam pela sua presença. Fazem-se juras que nos havemos de ver mais vezes, trocam-se números de telefone (ou emails, para ser mais moderno) que nunca se vão usar.

Os noivos partem para um destino exótico (para uma praia no outro lado do atlântico), os pais dos noivos enchem os carros com tudo o que sobrou, os cheques e as prendas estão entregues, as luzes apagam-se.

A festa chega ao fim!

Insanas paixões brotam da glória olímpica e a pátria clama pelo ouro de lei!

Doidice maior apenas surge quando rola o esférico, a matula desperta todos os instintos do Austrolopiteco Luso e a baba escorre a rodos, invariavelmente, somos trucidados por Zidane, Pilro e chapeladas checas (nem com uma grua o Baía lhe tocava). Já me esquecia! Até os cornudos do norte vão de papo cheio (os sacanas dos vikings saquearam Lisboa, sugaram a lusa cevada, apanharam um escaldão tipo sapateira e… ganharam o fdp do jogo). Lindo!

Agora Pequim, palco de paixões e desilusões. Confesso a minha plena rendição ao evento, permitiu-me fazer sessões contínuas de desporto durante três semanas. Foi um festim de performances dos atletas (aquilo do Phelps não é justo, o resto da malta anda a treinar quatro anos para quê?). Continuo a considerar um excesso toda a polémica gerada a propósito do almejado ouro luso, qualquer atleta presente merece o nosso respeito. Será sempre fácil sacrificar um bruto (o gajo da soneca) cujos atributos são atirar uma esfera de metal (ó gente, aquela porra é pesada!) e esperar que a criatura discurse de forma elegante e sábia.

Tenham paciência! O homem deitou os bofes pela pátria e aproveitou para dar o seu passeio; comer a sua cascavel gratinada, recheada com grilos mudos e… dormir uma soneca de estalo.

Pergunto eu:

- Qual é o problema?

Respondo eu muito sábio e nada apto a arremessar objectos contundentes:

- Inveja estimados leitores, repito, Inveja!

O Homem Luso perdoa todos os desaires (noitadas antes dos jogos, prostitutas a circular nos hotéis, dirigentes em lautas jantaradas, champanhoca até estoirar o fígado, enfim… estágios de alta competição) agora, um marmanjo a sofrer de:

a) pouca esperteza;

b) jet leg, Jet Li e je ne sais pas;

c) enfartamento do estofado de caniche, apurado com raspas de ânus de tatu birmanês;

d) tripa irritada, derivado de uma água engarrafada e selada na nascentes do Rio Ká Gá Neira.

Isso não!

Alto!

O bruto anda a comer à conta e ele é soneca! Pontapé no cú e guia de marcha para Lisboa! Grande exemplo! Em Portugal não se brinca com o lançamento de peso. Os putos que andam atirar paralelos às janelas da fábrica velha esqueçam, desistam do sonho olímpico e dediquem-se a esfarelar os dedos a jogar Gameboy. Com o peso não se brinca, gastaram-se biliões de euros num bruto para o marmanjo debitar a palavra proibida, ainda por cima a rir-se (o cabrão, a levar-nos o ordenado e a mostrar o teclado de alegria). Até a Vanessa do triatlo (nem bonita, nem boa, nem esperta, Pá!) sacou do aparelho e afinfou no caramelo, só faltou ter o velho Lau – tipo emplastro – a dançar o fandango e a mimar o malandro com um:

- Sofre bruto! Sofre! Esguicha sangue das articulações que o Lau gosta! Come pedra britada para estancar a caganeira que é o que a malta faz na na Bimbalheira! Sofre sacana que isto sem uma fractura exposta não tem graça!

Tirando isto tivemos o nosso Ribatejano que no dia antes da corrida só temia Deus. No dia de mostrar a cagança teve um desarranjo nas rótulas. Segundo consta Deus com receio da ambição desmedida foi o responsável pela lesãozinha, não fosse o minhoto almejar carreira divina.

Refiro apenas os episódios que mais me divertiram, no fundo as medalhas pouco me importam, dói-me imensamente mais ver o que se passa a nível desportivo neste Portugal tão ambicioso, Benfica – Porto apenas 4 atletas nacionais. Beleza!

Devemos analisar com seriedade a forma aleatória de como se é campeão olímpico e passo a enunciar a receita:

- Ter jeito para jogar ao estica (três pedras e os joelhos esfolados) no recreio.

- Ter um professor de educação física da raça carola.

- Não ter medo de lascar a bilha no pelado do Damaia Sport Club.

- Acordar cedo para treinar que nem um louco e lascar a dita bilha em piso adequado a este tipo de salto (cimento com cascalho saliente ou alcatrão esfoliante).

- Saber que aos 50 anos terá as articulações todas rebentadinhas – para satisfação do velho Lau – e encomendar a cadeira Deluxe Champions com caixa automática e jantes especiais.

- Não levar uma lamparina dos progenitores derivada da falta de aproveitamento escolar, saltos cada vez mais longos e notas cada vez mais curtas.

- Correndo tudo bem, ganha-se uma medalhita e dali a dez anos a malta interroga-se?

Nélson quê?

O mínimo que se pode fazer é respeitar estes heróis do mar (por falar em mar, lembrei-me das nazarenas de bigode para fazer um daqueles anúncios internacionais com a Vanessa Fernandes, talvez, ela se destacasse … ou, talvez, a mais bonita fosse a Elvira com um buço aparado à Harold Flynn).

Já agora levantem os rabiosques da poltrona e vão dar uma corridinha, nunca se sabe e Londres é aqui tão perto.

P.S. Que a Mula da Bo Derek seja entronizada no Paraíso dos Equestres num leito de aveia e cenoura tenra. Bem Haja!

Estatisticas

  • 9,358 visitias

Autores

Povo em audição: