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O f.d.P. do computdor fez o favor de evaporar o artigo e aumentar o meu desvario. Aqui vai o que devia ter tido um parto fácil.
Estou com a famosa camoéca criativa, desgastado por umas férias intermináveis e sedento de um cataclismo para arribar o espírito. Sangue!!!
A palavra da moda é “bipolar” no meu tempo (quando as crianças atiravam paralelos às respectivas monas) dizia-se “pancas”, “manias”, “luas”, “neuras” a minha querida avó olhava para mim de soslaio e passava tudo num ápice. Esta mania dos psicólogos mudarem os nomes a tudo sempre me fez espécie mas, como não quero melindrar esses malandrotes das mentes vou estar na moda e dizer:
- Tou tão bipolar que até acendo lâmpadas no olho do c´!
Vou ser breve para não castigar os neurónios debilitados. Amanhã volto com uma camada de nervos no lombo que nem consigo abrir os olhos.
P.S. Ficava curado com uma sandoca de leitão e um copinho de Batuta para empurrar a “bucha”.
Há quem faça ameaças ainda que figurativas para mostrar desagrados simpáticos ou simpatias agradáveis.
Há também quem nem a brincar faça ameaças físicas! Estou seguro que quando as fizer procedo em conformidade mesmo que diante de mim esteja o Ulisses ou outro qualquer mito com força sobre-humana!
Há quem use palavras para melindrar, seguro que quem as ouve é atingido no seu íntimo. Tantas vezes e em tão diversas situações somos ignorados que nos sentimos frustrados, irritados, melindrados, ofendidos e desamparados…
Julgo que a todos é mais difícil conviver com a não resposta do que com respostas negativas ou vagas, mesmo que o que ouvimos não seja o que queremos ouvir É por isso que quem verdadeiramente respeita os demais dá sempre uma resposta, seja ela agradável ou não!
Isto não é educação, é respeito por iguais…
É por isso que dizer não é tão difícil como dizer sim… nenhum dos ditos carece de arte contrariamente ao que alguns terão dito e o talvez só serve para ganhar tempo!
Pronunciem ambos (sim e não) com a mais profunda das sinceridades e obterão dos outros o mais sincero dos respeitos.
Deixar de sonhar e abdicar da loucura é aceitar a verdade dos outros como sendo nossa, é abdicar da nossa individualidade, é por isso que há quem tente toda a vida viver uns segundos que sejam dentro dos nossos pensamentos tentado condicioná-los… outros habitam-nos sem que os convidássemos para tal, por vezes chegamos a desejar que abandonem o nosso espírito, outras vezes deixamos que nele vivam para que os transformemos em realidades, a tudo isto chamaremos sonhar.
Ensaiam-se mentalmente conversas, imaginam-se cenários de conquista, analisam-se palavras ditas e disfarçam-se evidências com a força da imaginação! Luta-se contra tudo e todos sem nunca provar a derrota e transforma-se o amargo em doce… vivem-se sonhos com a intensidade do real até se provarem sentimentos que de outra forma não se experimentariam.
Felizes dos espíritos que conseguem viver no limiar da loucura sem nunca transpor a fronteira que os iria agrilhoar há insanidade. Admiráveis são as almas que perante a dificuldade de discernir entre o real e o sonho conseguem voltar ao nosso mundo e nele lutar por ideais e por ideias. Assombrosos são todos aqueles que por mais insignificante que seja se arriscam a criar algo ou a expor ideais.
Há quem confunda estas gentes com vis a ambiciosos seres, sistematicamente tristes e descontentes com o que têm; Ou com gente perdida que não sabe o que quer e que tarda a decidir qual o rumo a tomar; Ou com míseros preguiçosos ou inadaptados sociais que se abeiram da demência incapazes de aceitar todas as regras sociais, mesmo aquelas que conduzem a castração da individualidade dos seres.
Quem rotula desta forma e abdicou da inspiração não acredita que é do absurdo que desponta a evolução e limita-se a viver como mais um. Se assim forem felizes que façam então bom proveito, saibam no entanto que não irão fazer mais do que viver a vida dos outros…
Um dia ao despertar e contrariamente ao que era habitual não saiu da cama…
Como habitualmente tinha-se deitado cedo. Jantara, tratara da higiene pessoal com esmero, lera um pouco e adormecera. Lembrava-se de ter visto no relógio as 23h00’.
Recordava-se que adormeceu com uma ligeira sensação de fadiga mas associou o cansaço à prática costumeira do exercício físico. Todos os dias, excepto ao fim de semana porque nesses dava-se ao luxo de ficar mais uma hora na cama, exercitava-se uma hora… hoje não o iria fazer.
Sentia-se no limite daquilo que o seu ser aguentava. Algo teria que mudar na sua rotina… algo teria que mudar na sua vida.
Listou mentalmente aquilo que havia sonhado ser e nenhum dos seus dois ou três anseios de juventude se aproximava minimamente do que fazia hoje.
Era um homem de sucesso relativo no mundo da gestão empresarial. Vivia desafogadamente, pode-se dizer que com luxo, ainda que contido pelos seus gostos pessoais. Os seus amigos tinham-no muitas vezes como exemplo e isso havia-o motivado durante grande parte da sua vida. Mas, naquela manhã, algo estava diferente. Não estava a viver Franz Kafka e a metamorfose, mas a mudança tinha ainda assim que ocorrer. Estava cansado, cansado de viver só, longe de tudo o que queria, mas acima de tudo estava cansado da vida que tinha… ainda que cheio de vontade de viver.
Em novo havia sonhado com uma vida dedicada a ajudar os outros e tinha acabado a fazer algo que em nada se assemelhava a isso. O seu dia era dedicado a ganhar dinheiro e a ostentar conquistas pessoais que a maior parte das vezes lhe pareciam inócuas, não compreendendo como tal o valor que a sociedade lhe dava. Essa sociedade que muitas vezes via como números, recursos a explorar em prol de causas que o próprio não respeitava.
Procurava mentalmente resposta para a pergunta: Onde é que vou buscar motivação para seguir em frente?
Podia caro amigo dissertar longamente sobre o que pensou o personagem desta fábula durante toda a manhã, a única manhã de cama se lhe conheceu na vida, mas irei abster-me de o fazer! Cada um coloque no pensamento desta alma os ideais que quiser… Creio que chegará à conclusão de que mudar não é fácil, mesmo que isso signifique perseguir de algo que se quer.
Eu vou limitar-me a dizer que se despediu daqueles de quem gostava sem derramar uma lágrima e sem discursos eloquentes… arrematou todos os seus pertences excepto o seu relógio preferido e desapareceu… imagino que esteja nalguma paragem longínqua a ser feliz por ajudar aqueles que necessitam de ajuda, a ser feliz por ter tido a coragem de no anonimato ser capaz de fazer de forma gratuita e desprendida aquilo que sonhava quando era ainda criança… ele tinha-me dito um dia que queria simplesmente fazer os outros felizes!
…
Conheci-te no outro dia… Já te tinha visto algumas vezes mas nunca me despertaste interesse…
Desta vez foi diferente, tivemos a oportunidade de conversar e perdemo-nos no tempo e no mundo.
Criaturas diferentes que cresceram no mesmo meio e cujo destino nunca quis juntar. Figuras diferentes que cresceram no mesmo meio e às quais a vida deu agora algum tempo. Almas que esgotaram o tempo nessa mesma conversa que não se voltará a repetir.
Confidenciaste que passaste à minha frente muitas vezes para que eu notasse em ti e eu nunca te disse nada.
Disseste-me agora que temias que a minha falta de reacção se devesse à fealdade (chegaste a dizer que usavas óculos!) e falta de protagonismo, ao que respondi: Não, não foi isso. Simplesmente não te via! Teria na altura outros interesses mas jamais te vi, pelo menos não me recordo e não creio que isso seja censurável.
Falámos durante horas e cada um foi à sua vida!
Voltámo-nos a cruzar, mas estávamos longe um do outro. Ainda hoje acredito que forçaste o encontro. Acenámos um ao outro de longe. Foi um acenar tímido que significou: Desta vez vi-te! Provavelmente esperavas que fosse ao teu encontro mas eu não fui… nuca o farei!
Mas gostei de te conhecer!
Aquela coisa do Arremesso do Bitaite foi um devaneio do momento, estava roido de inveja de não estar a representar as cores lusas e inventei aquela brilhante estopada. Só me esqueci da logística dos tradutores mas, esperto que nem um allho, faço inversão de marcha e provoco um acidente brutal, como já se perderam no meio de tanta contradição afinfovos com O Mistério da Estrada de Sintra…
Fui hoje a Sintra, terra de encantos, paixões assolapadas e … estendais. Perguntam vocês:
- Estendais?!
Verdade! Assisti a uma cena comovente, uma velhota arejava orgulhosamente cinco casacões. Estava a salvá-los da maldita bicharada que adora degustar tecidos com mais de cinquenta anos, tirar-lhe o cheirinho da naftalina (que lindo nome para dar a uma menina – Ó Naftalina vai ao armário e manda um bafo nas traças). A santa senhora pendurou aquelas preciosidades como se fossem as jóias da coroa, nada na sua vida teve tanto valor, cinco casacões impecáveis (pareciam acabadinhos de comprar), sem mácula, majestosos. Caramba! Uns meninos! Nós deviamos prestar mais atenção aos pequenos nadas das nossas vidas. Uma vila tão especial e eu deslumbrado com uma sehora e os seus tesouros?!
Para não endoidecer fui ao Ikea comprar uma estante. O que diria Lorde Byron desta atitude? Provavelmente diria:
- Ó totó, vai ao Harrods (façam de conta que abriu uma loja na Damaia para dar credibilidade ao argumento)e assim a massa fica nas ilhas, andas é a encher o rabo aos Vikings e o lacado britânico dura mais.
E eu:
- Peço desculpa S. Eminência Reverendíssima… até um penálti com as unhas dos pés o Postiga enfiou na capoeira Imperialííííssima! A gaita foi a rapaziada do Aquiles mas, foi bom para vender bandeirinhas com pagodes.
Já agora um insulto ao Lord:
- Perneta d,um capeta (perneta era o Lorde Nelson, o Capitão Ahab e o Saci do Sítio do Picapau amarelo). Perdão!
Lá está! Apertam comigo um bocadinho e tenho que puxar pelos galões da Lusa Pátria (azar do camandro os romanos se terem pirado e os nostros irmanos Felipes terem topado a pinta da canzoada).
Honra seja feita aos avecs que só vieram para gamar, até a cadeirinha da Nossa Senhora levaram, que dessa desfeita tem os artelhos a estoirar da posição de esforço e para quê? – Para espetarem com o trono na décima terceira cave do Luvre – malandros! O maior desconsolo é que sempre que oiço a Marselhesa e a bola a girar mais vale ir coser meias, aqueles cabrões (sim apeteceu-me… já agora cabrões chifrudos… toma e embrulha!) levam sempre a palha para casa (com os italianos nem vale a pena ligar a maquineta que mudou o mundo).
P.S.1 – São horas de almoçar e hoje tenho pizza congelada (nhãmi|), até amanhã e desculpem as inverdades olímpicas.
Cheios de saudadinhas?! Eu sei! A minha ausência injustificada tem uma explicação. O menino esteve em Benjing, pois é! Toma e embrulha! Não fui a Atenas por um triz, mas quando soube que as olimpíadas iam ser para as bandas do Oriente comecei logo a treinar.
Perguntam vocês com espanto:
- Qual a modalidade?
Respondo eu:
- Arremeso do bitaite estimados leitores!
Vocês:
- Nunca ouvimos falar dessa porra, estás a mangar com a malta?!
Eu:
- A malta é ignorante e estão é mortos de inveja!
A malta:
- Tens é a mania e vamos clicar daqui para fora seu malcriadão!
Eu:
- Não se abespinhem que o atleta explica.
Sempre quis representar as cores lusas e subir ao patamar mais alto do pódio olímpico. Cedo descobri não ter dotes atléticos de espécie alguma, então, procurei os desportos alternativos:
Arremeso da imperial- Sete bejecas de penalti num total de vinte e dois finos, fiquei em 37º e ainda me chamaram copo de leite (ganhou o Gageirão com barril e meio de cevada, saída de maca e grande ovação).
Arremeso da beata – Quatro maços de SG Gigante, três Charutos de palmo, cinco Mata Ratos, 46º em 46 atletas (nesse dia até o porteiro do pavilhão mandou abaixo mais um maço do que eu).
Desanimado continuei a busca do ouro olímpico, foi então que se fez luz, alguém me falou da possibilidade de participar num mini-torneio de Arremesso do palpite e a patir desse dia tornei-me imbatível. No ano passado bati o recorde nacional da modalidade, nos quartos de final rebentei com um Paulo Portas muito em baixo de forma, ele submarinos para aqui, reformas para acolá, educação pirititi e eu à defesa, ele a crescer para mim e então eu afinfo:
- O amigo sabe o nível de PH na Barragem de Castelo do Bode?
Ele:
- Ohe… aaa… (todo borrado).
Eu:
- Ó senhor árbitro isto assim é bater em mortos!
O árbitro:
- Next!
Nas meias apanhei a Fátima Campos Ferreira e foi canja. A gaja cheia de bitaites sobre a Cova da Moura e violência e eu afinfo com:
- A menina sabe a medida regulamentar de um ponti-e-mola?
A gaja engasgada:
- Mas…aaa…
Eu um bocadinho à bruta:
- Se calhar sabe que é um navalha e não um corta unhas?!
A Fatinha abalou num pranto e foi vista, nesse dia, no Corte Inglês na secção de caça a fazer o trabalho de casa.
A final é que foi dos demónios, enfrentei o Sr. Mateus da barbearia, um sacana capaz de discorrer sobre qualquer matéria, nada lhe escapa, desde as propriedades do sabão azul até à Civilização Helénica o homem não hesita.
O magano a apertar comigo:
- Isto tá é bom para a nabiça?!
EU, encostado às tábuas:
- Melhor ainda para o rabanete e rábano!
O rival:
- Aquilo lá para a Geórgia tá uma trapalhada.
Eu, todo suado, quase a ceder:
- Desde a queda do muro que os camaradas não se entendem mas, o que me anda a preocupar é que a neta da D.Sofia fugiu com o filho do coveiro.
Foi a minha sorte, O Mateus não sabia! O gajo desconversou e meteu o minuto de desconto, alegou que tinha de dar uma mija e nunca mais lhe vimos a careca.
Amanhã continuo a saga e as aventuras por terras de Mao Tse-Tung.
Esta semana tivemos mais um trágico acidente de avião, desta vez mesmo aqui ao lado.
O avião é o transporte mais seguro, mas quando há um acidente rara é a vez em que não morre a totalidade dos passageiros. Por norma, muita gente tem medo de andar de avião, mas eu tenho medo muito mais medo das estradas portugueses, pejada que está de snipers, terroristas, kamizases, condutores portugueses e armadilhas.
Mais uma vez pudemos constatar que quando há um acidente no estrangeiro, a primeira, e principal preocupação de qualquer jornalista que se preze, é saber se existe no lote das vítimas (mortais ou não mortais) algum português e, caso não exista, encontrar alguém que tenha um gene lusitano, ou até meio-gene, não interessa (até pode ter tido apenas relações sexuais com um português nos últimos 3 meses). Durante minutos ou horas, somos informados sobre o evoluir da investigação, ficando o país em suspenso até que seja identificado o primeiro caso. Quando não se encontra nada é ver a cara de tristeza e desalento dos homens e mulheres da informação. Compreende-se!
Sim, porquê é expectável e natural que existam portugueses em todo o lado, em todos os acidentes e desgraças que se abatem sobre o mundo. Afinal de contas, foram ou não os portugueses que deram novos mundos ao mundo? Ah bom…
Conta-se um e.. vai-se em busca da familia, do homem do café, do professor primário, do treinador-de-qualquer-coisa ou de alguém que tenha respirado o mesmo ar ou tenha visto na rua ou aldeia a vitima. Felizmente, toda a gente está sempre disponível para falar, mostrar os dentes, abrir as portas de casa, quiça contar uma anedota. O país agradece e os conhecidos da vitima também. Afinal, não é todos os dias que podemos ficar conhecidos. O sonho dos 15 minutos de fama torna-se realidade. Não foi preciso ir para a TV aturar o Jorge Gabriel ou participar num concurso tipo serviço-público.
Esta acidente já foi, sem resultados para quem trabalha na informação, por isso, venha o próximo. Os abutres não podem morrer à fome.
Uma olimpica histeria abateu-se sobre a raça lusitana face aos não-resultados dos nossos atletas e às desastradas declarações de alguns deles.
Como é que uma raça superior, com um desporto e um pais todos xpto, pode obter uns resultados ao nível de muitos países do 3º mundo? Impossível e inaceitável!!! Pendurem-se uns quantos prevaricadores, porque a coisa não pode passar sem sangue e lágrimas. A praça Tiananmen em Pequim parece-me ser um sítio indicado para isso, pela tradição, e assim ficam por lá. Não é preciso pagar o bilhete de volta e depois fazer o serviço por cá. Um desperdicio (a juntar a todos os outros) e além disso os Chineses estão mais habituados a este tipo de serviço (a julgar pelos preços das lojas deles que temos por cá, a coisa também não deve ficar muito cara).
Pois é, a malta passou pelo menos uns 4 anos a dar no duro, dia após dia, conseguiram obter os minimos exigidos a todos os atletas, mas, no fundo, o que eles queriam mesmo era ir passear até à China, gastar o dinheiro dos contribuintes e gozar o pagode.
Enquanto contribuinte estou chocadérrimo. Quero o meu dinheiro de volta.
Mas não estou sozinho, felizmente!! O povo todo está revoltado (em especial aquele que se levanta às tantas da noite e perde horas de sono e ganha umas insónias para se regalar quando for de volta para a cama).
Acho que, no futuro, devemos apertar com os “atletas” e cortar-lhes a ração. Afinal de contas, se eles desistirem de treinar por falta de apoios, não vamos ter que passar a vergonha de os ver a desistir e ouvir as declarações após mais um desastre competitivo. Há que lançar uma petição “Portugal sem atletas nas Olimpiadas 2012”.
Por outro lado, os próximos jogos são em Londres, na casa do nosso mais velho aliado e uma má prestação portuguesa pode por em causa a mesma relação (ninguem gosta de ter acordos com quem não ganha nada, excepto se for roubar o pouco que o outro possa ter), o que seria um desastre para o país. O que seria de nós sem o acordo secular com os Ingleses? Nem quero pensar nisso para não ficar com aquele friozinho nas tripas.
Depois de terminar este texto peço que mais ninguem me fale nos jogos olimpicos e vou dedicar-me ao futebol, esse desporto que nos dá tantas alegrias.
Os jogadores ganham pouco e são honrados, os clubes são geridos por gente séria e honesta, que pagam os impostos todos, em especial os milhões envolvidos nas transferências dos jogadores. Se existissem dúvidas sobre isso bastava ler as noticias que saiem regularmente sobre as visitas dos homens das finanças para fiscalizarem o que se passa. Durmo mais tranquilo e sem insónias quando me falam nisso do que quando me aparece no pequeno aparelho um bandido de um atleta olimpico. Ai esses gatunos!!! Ai se eu os apanho!!!
Enfim…agora vou é dormir, porque eu estou bem é na caminha!!!
Tenho por hábito visitar várias vezes ao dia os sites dos principais jornais, seja para descansar o processador ou para me manter actualizado com as nãoticias (não noticias, para os ignorantes) que vão saindo.
Actualmente, tudo o que é publicado na internet sobre o que vai acontecendo no pais e no mundo é acompanhado de comentários do povo e aproveito, naturalmente, para ir lendo o que esse mesmo povo vai pensando e dizendo.
Confesso que estou preocupado com o estado mental de muita gente, porque é verdadeiramente incrível a quantidade de atrasados mentais que comentam as noticias dos jornais, com especial destaque para os extremistas (fascistas de direita e esquerda, racistas, xenófobos, homofóbicos, anti-tudo-e-mais-alguma-coisa, os frustrados da vida e os que ainda acreditam no Pai Natal) que encontram nesses cantos e recantos internéticos um espaço próprio para vomitarem todo o tipo de lixo que têm na sua cabeça, soltarem as suas frustrações e mostrarem que são virtualmente fortes e de um calibre intelectual de fazer inveja a qualquer minhoca mais letrada.
Vamos a exemplos:
Toda e qualquer noticia sobre o governo serve para chamar tudo e mais alguma coisa ao primeiro-ministro. O meio termo é coisa para gente fraca e sem força na verga (Estes espaços não são lugares para mulheres). A imbecilidade dos comentários está sempre bem à frente do imaginável.
Toda e qualquer noticia sobre o maior partido da oposição serve para chamar tudo e mais alguma coisa ao líder desse partido (não vou falar no nome do líder desse partido, uma vez que a frequência de eleições é tal que arriscava-me a ter que mudar o texto a qualquer momento).
Nos textos sobre a criminalidade, os racistas e xenófobos espumam e babam-se de alegria e prazer por terem espaço por poderem disparar rajadas sobre os criminosos (ou seja, pretos, árabes, brasileiros) e na cabeça desses comentadores de sanita, crime e imigrantes são sinónimos (por imigrante entende-se todos os que não são filhos de qualquer cavalo puro lusitano) .
Depois existem os que acham que todos os empresários são uns corruptos e que só querem gamar à grande e à comunista do leste e depois existem os que acham que todos os funcionários públicos não sabem mais nada do que uma criança de 10 anos! Ainda bem que os que escrevem são empresários e profissionais tão exemplares, que lhes permite ter tempo e paciência para opinar sobre os outros.
Nãoticias sobre futebol são mais do que todas as outras somadas, não fosse o nosso pais o pais dos 3 “F”s. (Futilidades, Fofoquices e Fantochadas), mas sobre futebol não vale a pena falar porque devemos procurar, sempre, manter o nível.
Felizes os jornais que podem contar com tão significativa trupe de comentadores, mas penso que já era altura dos Regulares da Comunicação Social obrigarem a que todas as zonas de comentários tivessem um aviso a letras bem vermelhas: “Os textos que se seguem podem danificar os seus níveis de confiança na inteligência na espécie humana”.

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